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Eurosatory 2026: Armmo apresenta o catamarã não tripulado ARW39CAT-A

Dois militares com coletes e fones operam dispositivos eletrônicos perto de barco militar cinza no porto.
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Apresentação do ARW39CAT-A na Eurosatory 2026

Dando sequência à feira internacional Eurosatory 2026, a espanhola Armmo apresentou oficialmente o ARW39CAT-A, seu novo catamarã não tripulado - um conceito que claramente procura absorver ensinamentos recentes do conflito russo-ucraniano. Trata-se de um drone naval de superfície pensado para atuar como complemento de navios de guerra atuais e que, conforme a empresa publicou em suas redes sociais, já teve suas capacidades confirmadas após concluir o processo de validação operacional da OTAN, conduzido na Eslováquia.

Missões e arquitetura modular do catamarã não tripulado ARW39CAT-A

Entre as informações disponíveis até agora, o ARW39CAT-A se destaca como um sistema não tripulado apto a cumprir missões de vigilância, reconhecimento, proteção marítima, guerra eletrônica e defesa aérea de curto alcance. Isso se viabiliza porque o projeto nasceu com uma lógica modular, permitindo configurar os equipamentos de cada unidade conforme as exigências específicas de cada tarefa. Na prática, essa abordagem aumenta a flexibilidade do catamarã e, ao mesmo tempo, expande o leque de capacidades dos navios que operarem junto a ele em ambientes operacionais complexos.

Dimensões, desempenho e construção

Quanto às dimensões, a Armmo informa que o ARW39CAT-A tem cerca de 12 metros de comprimento e 3,8 metros de boca, o que oferece volume para transportar entre 800 e 1.200 quilogramas de carga útil. A empresa também aponta um alcance de aproximadamente 540 milhas náuticas, enquanto a velocidade pode chegar à faixa de 45 a 50 nós. Cada unidade é construída com um casco duplo em material composto, característica que contribui para maior estabilidade no mar e para ampliar o alcance operacional.

Armamento e comparação com os Magura ucranianos

No que diz respeito ao pacote de armamentos exibido na Eurosatory 2026, o ARW39CAT-A foi mostrado com uma estação de armas remotamente controlada e, além disso, com a possibilidade de receber mísseis do tipo AIM-9 Sidewinder, bem como interceptadores FPV voltados à neutralização de ameaças aéreas. Em especial, essa capacidade de empregar mísseis contra alvos no ar aproxima o modelo espanhol do conceito adotado pela Ucrânia com seus drones navais Magura.

Como acompanhamos ao longo do ano passado, esse sistema ucraniano foi empregado pelas Forças Armadas para atacar navios e também engajar helicópteros e caças russos, utilizando especificamente mísseis R-73 de origem soviética e AIM-9X fornecidos pelos Estados Unidos dentro de pacotes de assistência militar. Em maio de 2025, a Direção Principal de Inteligência (GUR) do Ministério da Defesa da Ucrânia declarou que aproximadamente 17 navios e aeronaves haviam sido destruídos ou seriamente danificados no Mar Negro com o uso dos Magura, incluindo plataformas Mi-8 e Su-30.

Nas palavras do tenente-general Kyrylo Budanov: “Os drones marítimos Magura são as armas tecnologicamente mais modernas, graças às quais os combatentes da unidade de forças especiais do Grupo 13 da GUR conseguiram mudar a situação no Mar Negro a favor da Ucrânia (…) As perdas dos russos devido às ações desses drones são estimadas em mais de 500 milhões de dólares.” Vale pontuar, nesse contexto, que os danos também abrangeram os navios “Sergey Kotov”, “Ivanovets”, “Tsezar Kunikov”, entre outros.

Produção em Badajoz e interesse internacional

Por fim, considerando o potencial do ARW39CAT-A para atender às Forças Armadas espanholas e a parceiros internacionais interessados, a Armmo informou ainda que está fazendo investimentos relevantes em uma nova fábrica em Badajoz, iniciativa que deve elevar de forma significativa sua capacidade industrial. O movimento ocorre num momento em que empresas do complexo de defesa europeu tentam recuperar protagonismo, ao mesmo tempo em que cresce no mundo a demanda por sistemas não tripulados.

Imagens utilizadas em caráter ilustrativo.

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