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Nova fase de testes de voo do EC-2
Em uma nota curta publicada em seus canais oficiais, a Força Aérea de Autodefesa do Japão informou que vai avançar para uma nova etapa de testes em voo com a aeronave de guerra eletrônica EC-2, com o objetivo de confirmar ainda mais o desempenho e as capacidades do modelo. No dia 9 de junho, a aeronave foi incorporada à Ala de Desenvolvimento e Teste Aéreo da instituição, unidade encarregada de conduzir essa campanha de ensaios - função que ela também exerce com outras plataformas e sistemas de armas que a Força Aérea de Autodefesa pretende introduzir.
Sobre o assunto, a Força Aérea de Autodefesa do Japão declarou:
“Em 9 de junho de 2026, a primeira aeronave de guerra eletrônica de longo alcance da Força Aérea de Autodefesa do Japão (o EC-2) foi entregue à Ala de Desenvolvimento e Teste Aéreo. Uma aeronave de guerra eletrônica de longo alcance é uma aeronave que apoia a execução de operações aéreas pela Força Aérea de Autodefesa do Japão por meio de interferência eletromagnética eficaz. Desenvolveremos progressivamente esta aeronave de guerra eletrônica de longo alcance como um novo recurso para a Força Aérea de Autodefesa do Japão e agradecemos seu apoio contínuo.”
Do C-2 ao EC-2: adaptações para guerra eletrônica
Vale lembrar que se trata de uma aeronave cujas primeiras imagens oficiais foram divulgadas em meados de março, pouco depois de observadores locais terem registrado sua presença na Base Aérea de Gifu. Naquele momento, o EC-2 foi apontado como uma célula do C-2 - anteriormente identificada pela matrícula 18-1203 - que recebeu alterações para assumir a função de plataforma de interferência eletrônica voltada a radares ou a sistemas de defesa aérea em cenários altamente disputados.
Esse conjunto de mudanças ficou evidente no exterior da aeronave, que passou a exibir um desenho diferenciado e várias novas saliências na fuselagem: duas na parte superior e um nariz mais protuberante, concebido para acomodar o radome do radar. Além disso, analistas no Japão indicaram que a Força Aérea de Autodefesa do Japão buscaria acrescentar mais duas saliências nas laterais, posicionadas entre as asas e os estabilizadores. A finalidade não foi detalhada, mas uma das hipóteses centrais é que elas sejam destinadas à instalação de um sistema de contramedidas eletrônicas.
Dos testes de táxi aos primeiros voos
Pouco depois de a instituição ter tornado públicas essas primeiras imagens, o EC-2 também foi observado realizando seus ensaios iniciais de táxi em diferentes velocidades, o que abriu nova oportunidade para fotógrafos locais registrarem a aeronave. A sequência desses trabalhos culminou nos primeiros testes de voo, que noticiamos em 18 de março como um dos marcos mais importantes para a integração do modelo à frota japonesa - passo que permitirá ao país substituir o EC-1, em serviço desde a década de 1980.
Ala de Desenvolvimento e Teste Aéreo: papel na integração do EC-2
Como panorama da Ala de Desenvolvimento e Teste Aéreo, que ficará à frente da campanha, vale mencionar que ela é a principal responsável por assegurar que novos equipamentos, adquiridos de fornecedores nacionais e estrangeiros, cumpram os requisitos definidos pela Força Aérea de Autodefesa do Japão. A unidade também se destaca por ministrar cursos de formação tanto para pilotos de teste quanto para o pessoal técnico que atua em solo com as aeronaves e seus armamentos, o que a torna uma organização singular dentro da instituição.
Créditos da imagem: Força Aérea de Autodefesa do Japão
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