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Stellantis negocia parcerias na Itália para a Maserati enquanto vendas caem 48% em 2026

Carro esportivo azul Maserati em salão com tablet exibindo informações técnicas ao lado.

Os últimos anos têm sido particularmente duros para a Maserati, e o cenário piorou progressivamente. Os dados do primeiro trimestre de 2026 reforçam esse momento: a marca registrou uma queda de vendas de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, com apenas 1700 carros vendidos.

Nos últimos tempos, circularam diversos rumores de que a marca do tridente poderia estar perto de ser vendida - algo que a Stellantis sempre negou. Ainda assim, o diretor-executivo do grupo europeu, Antonio Filosa, afirmou recentemente que está negociando com potenciais parceiros dois acordos de produção na Itália, sendo um deles voltado para a Maserati.

“Estamos em negociações com dois parceiros importantes, que nos podem trazer tecnologia, desenvolvimento e ideias excelentes”, disse o executivo.

Plano para a Maserati será detalhado em dezembro

Apesar das conversas em andamento, a montadora só pretende apresentar o plano para o futuro da marca em dezembro, durante um evento próprio em Modena, na Itália.

Até lá, já há um ponto conhecido: a Maserati deve ganhar dois novos modelos na linha, ambos posicionados no segmento E.

Cassino não está à venda

Além da Maserati, a fábrica de Cassino, perto de Roma, também virou alvo de especulações sobre o que vem pela frente - sobretudo por estar entre as unidades menos utilizadas do grupo na Europa.

Filosa foi direto ao negar qualquer possibilidade de venda, tanto da marca quanto da planta: “A Maserati não está para venda, de certeza, e Cassino não está para venda, de certeza”.

Ainda assim, ele indicou que pode haver espaço para acordos de cooperação e desenvolvimento, nos mesmos moldes do que pode ser adotado em outras unidades do grupo.

Segundo o executivo, o destino de Cassino está “intimamente ligado” ao da Maserati, ao mesmo tempo em que reforçou que a marca seguirá como um ícone do estilo italiano. Hoje, a fábrica produz o Alfa Romeo Giulia, o Stelvio e o Maserati Grecale, com a previsão de que a produção dos dois modelos da Alfa Romeo seja encerrada em 2027.

Objetivos de produção

Esses acordos de produção se inserem em uma estratégia mais ampla da Stellantis para enfrentar um dos seus maiores desafios na Europa: a baixa taxa de utilização das fábricas, que, segundo o próprio grupo informou no mês passado, está atualmente em 60%.

O objetivo estabelecido é ambicioso: alcançar 80% de utilização até 2030. Para Filosa, essa meta depende da combinação de vários fatores, incluindo o aumento de volume a partir do lançamento de novos modelos, a melhoria de qualidade, a reconversão de algumas fábricas e, naturalmente, as parcerias industriais - que permitem compartilhar capacidade produtiva e know-how entre diferentes fabricantes.

Novos parceiros e investimento na Europa

A Europa segue, ao lado da América do Norte, como o mercado mais relevante para a Stellantis. Também é a região que deve receber a maior parcela do investimento total previsto no plano de 60 bilhões de euros anunciado pelo grupo, respondendo por cerca de 40% do montante global.

Desde o começo do ano, a Stellantis já divulgou novas parcerias de produção, incluindo acordos com duas marcas chinesas que acabam de chegar ao mercado europeu: a Dongfeng e a Leapmotor.

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