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Canadá abre negociações por M-346 e segue avaliando F-35 e Gripen

Militar com capacete e uniforme verde observa dois jatos de combate estacionados em pista aérea.

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O Canadá anunciou oficialmente que deu início a negociações para comprar novos treinadores avançados M-346 da Itália. A decisão, de caráter estratégico, veio após uma reunião bilateral realizada durante a Cúpula de Líderes do G7. Além disso, empresas civis canadenses voltadas ao treinamento de pilotos de combate já adquiriram recentemente esse mesmo modelo.

O movimento se encaixa em um esforço mais amplo de modernização da Força Aérea Real Canadense (RCAF). No momento, as Forças Armadas analisam como ficará a composição futura da frota principal de caça do país. Entre os pontos em debate está a possibilidade de optar somente pelos caças furtivos norte-americanos F-35 ou combinar essa solução com o sueco Gripen.

Negociações Canadá–Itália e o M-346

Um comunicado oficial do governo canadense ressaltou o fortalecimento dos vínculos bilaterais em defesa. O texto informou que houve uma conversa considerada produtiva entre o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. Sobre o tema, a nota registrou: “O Canadá e a Itália estão aprofundando sua relação em defesa e segurança. Nesse sentido, ambos os líderes acolheram o início das negociações para a aquisição, pelo Canadá, de aeronaves de treinamento avançado M-346. A Leonardo, uma das maiores empresas aeroespaciais da Itália, projeta e fabrica essas plataformas. Este acordo aproveita a expertise aeroespacial italiana para permitir que a Força Aérea Real Canadense (RCAF) treine com equipamentos de última geração e construa capacidade soberana de treinamento.”

Substituição de frota e cooperação internacional de instrução

Até aqui, o governo canadense não apresentou informações precisas sobre a quantidade total de aeronaves em discussão. Do mesmo modo, ainda não foi divulgado qual será o investimento financeiro final envolvido na operação. Ainda assim, a RCAF busca essas plataformas para substituir os envelhecidos CT-155 Hawk.

A força aérea retirou seus antigos treinadores de serviço em 2024 sem colocar, de forma imediata, um substituto institucional em seu lugar. Na época da desativação, o país mantinha uma frota de 17 unidades ativas. Com isso, os pilotos canadenses passaram a depender de um arranjo internacional de cooperação para receber instrução avançada.

Esse treinamento é realizado por meio do Programa Euro-OTAN de Treinamento Conjunto de Pilotos de Jato (ENJJPT). O acordo permite à RCAF utilizar aeronaves baseadas tanto em território norte-americano quanto italiano. Na prática, o pessoal treina na Base Aérea de Sheppard (Sheppard AFB), no Texas, e na Base Aérea de Decimomannu, na Sardenha.

A escolha estratégica entre os caças F-35 e Gripen

Em paralelo, segue o processo de avaliação sobre o futuro da aviação de combate do Canadá. A RCAF precisa decidir entre o Lockheed Martin F-35A ou a possibilidade de complementá-lo com o Saab Gripen. Caso o modelo sueco seja adotado, isso exigiria reduzir o planejamento de uma frota de 88 aeronaves de quinta geração. Até o momento, o Canadá comprou 16 unidades, enquanto 72 ainda não estão confirmadas.

Compensações industriais, custos e o papel do Gripen

A ministra da Indústria, Mélanie Joly, sinalizou que a decisão final depende de obter acordos de compensação mais favoráveis junto à empresa norte-americana. Por outro lado, a Saab enfatiza que o Gripen tem custos operacionais bem menores. Além disso, a alternativa sueca amplia a diversidade de fornecedores de defesa em um contexto de relações diplomáticas frágeis com os Estados Unidos (EUA).

A empresa sueca também propôs envolver a indústria aeroespacial canadense na fabricação de caças Gripen destinados à Ucrânia. Essa iniciativa poderia servir como base para participação local caso a RCAF opte pelo Gripen. Por fim, os militares avaliam o Saab GlobalEye como futura aeronave de Alerta Aéreo Antecipado e Controle (AEW&C). A plataforma oferece alta interoperabilidade com o Gripen e fábricas no Canadá produziriam um terço da frota.

Imagens usadas apenas para fins ilustrativos.

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