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Hoje, por meio de um comunicado à imprensa da STM, foi informado que a Marinha de Portugal realizou na Turquia a cerimônia que marca o início da construção do segundo de seus novos navios logísticos e de reabastecimento, com o corte de aço do N.R.P. D. Dinis. O evento ocorreu em Istambul e representou mais um passo do programa naval conduzido pela empresa turca STM para a força naval portuguesa.
O ato aconteceu enquanto seguem as atividades de construção da primeira unidade do projeto, batizada de N.R.P. Luís de Camões. Participaram da cerimônia representantes da Marinha portuguesa, executivos da STM, autoridades do estaleiro ADA e equipes técnicas, formalizando o começo da fabricação do segundo navio.
Exportação inédita da indústria naval turca para a União Europeia e a OTAN
O programa é apontado como um marco para o setor naval da Turquia por ser a primeira exportação de um navio militar turco para um país integrante da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A STM assegurou o contrato após vencer a licitação internacional aberta pela Marinha de Portugal.
Avança um programa estratégico para a Marinha portuguesa
As duas embarcações receberão nomes associados a personagens históricos de Portugal. A primeira unidade homenageia Luís de Camões, reconhecido como o poeta nacional português. Já o segundo navio foi nomeado Dom Dinis, referência ao monarca que impulsionou o desenvolvimento marítimo do país durante a Idade Média.
Durante a cerimônia, o vice-diretor geral da STM, Bülent Soydal, ressaltou o peso do projeto para os dois países. O executivo declarou: “Hoje alcançamos outro hito importante no Projeto de Buques de Apoyo Logístico da Marinha portuguesa, ao iniciar oficialmente o processo de construção do segundo buque, o N.R.P. D. Dinis”.
Soydal também afirmou que a empresa reúne experiência acumulada em 44 projetos navais executados em 11 estaleiros distintos. Além disso, destacou que a STM busca entregar plataformas compatíveis com padrões da OTAN e informou que a companhia pretende lançar ambas as unidades ao mar em 2027, para viabilizar a entrega a Portugal ao longo de 2028.
Contrato, projeto e marcos do cronograma (Lisboa, 17 de dezembro de 2024)
O acordo foi assinado em Lisboa em 17 de dezembro de 2024. Na sequência, a empresa concluiu a etapa de projeto e iniciou a construção da primeira unidade em novembro de 2025. A batida de quilha desse navio ocorreu em janeiro de 2026 e, neste momento, avançam os trabalhos de integração de sistemas e de equipamentos.
Capacidades de apoio logístico, operações anfíbias e assistência humanitária
Os novos navios de apoio logístico e reabastecimento foram concebidos dentro do conceito de Navio Multipropósito de Reabastecimento e Apoio Logístico (AOR+). A missão principal será fornecer combustível, água, munições e carga geral a outras unidades de superfície, tanto em períodos de paz quanto em cenários de conflito.
O projeto adota uma arquitetura modular, o que amplia de forma expressiva a variedade de missões. Além do reabastecimento no mar, as embarcações poderão atuar em operações anfíbias, evacuação de cidadãos, missões de ajuda humanitária, apoio de saúde, busca e salvamento e operações com sistemas não tripulados.
Dimensões, autonomia, velocidade e propulsão
Cada unidade terá 137 metros de comprimento, 19,1 metros de boca e deslocamento superior a 11.000 toneladas. Com suas capacidades logísticas, os navios poderão permanecer no mar por até 30 dias consecutivos e superar 18 nós de velocidade usando propulsão a diesel.
A configuração prevista inclui a capacidade de transportar até 20 veículos táticos leves por meio de uma rampa ro-ro posicionada na popa. Além disso, contarão com convoo para helicópteros e veículos aéreos não tripulados (UAV), um hangar para UAV, sistemas integrados de comunicações e recursos de comando e controle voltados à coordenação de operações navais complexas.
No que diz respeito à autodefesa, as embarcações serão dotadas de sistemas de armas de proximidade, estações de armas remotamente operadas de 12,7 mm, sistemas de contramedidas e sensores avançados. Com esse conjunto, a Marinha de Portugal pretende reforçar suas operações logísticas, aumentar sua capacidade de desdobramento e ampliar sua participação em missões internacionais nas próximas décadas.
Imagens obtidas da STM.
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