A Marinha do Exército Popular de Libertação da China (PLAN) colocou recentemente em serviço um novo destróier de mísseis guiados Tipo 052D, batizado de Loudi e com o número de casco “176”, reforçando sua frota de superfície e sua capacidade de projeção naval. A entrada em operação da nova unidade confirma a continuidade do programa Tipo 052D, marcado pela introdução de melhorias tecnológicas sucessivas voltadas a ampliar as capacidades de defesa aérea e de ataque de superfície dessa classe de destróieres chineses.
Segundo o que foi divulgado por canais oficiais, a incorporação do Loudi faz parte de um processo iniciado em 2014, quando o primeiro destróier dessa classe, o Kunming (172), foi oficialmente comissionado. Desde então, a Marinha do EPL incorporou um número significativo de unidades da classe Tipo 052D, implementando mudanças e atualizações ao longo dos diferentes lotes de produção com base na experiência operacional acumulada, o que se refletiu na aplicação de aprimoramentos em resposta à evolução tecnológica.
Capacidades ampliadas em defesa aérea e ataque
O novo destróier de mísseis guiados Tipo 052D passaria a contar com uma arquitetura atualizada, incluindo melhorias em redes, sensores e sistemas de armas. Essas atualizações permitiriam ao navio executar missões de ataque a longa distância, proteger outras unidades em operações de escolta e também atuar em funções de comando e controle dentro de formações navais.
Nesse contexto, o Tipo 052D segue se consolidando como uma das principais plataformas multipropósito da Marinha da China, apta a operar de forma independente ou integrada a flotilhas e grupos-tarefa, fornecendo capacidades críticas de defesa antiaérea e de guerra antissuperfície.
Uma versão com melhorias
Um dos pontos mais relevantes do novo destróier Tipo 052D é a adoção de um novo sistema de radar instalado no mastro principal, representando uma evolução em relação às configurações originais da classe. Com base no que foi observado em navegações recentes de navios desse tipo durante exercícios, uma nova disposição indicou a possível integração de um radar de varredura eletrônica ativa (AESA) com duas faces rotativas - solução que poderia elevar de forma significativa as capacidades de detecção, acompanhamento e engajamento/seleção de alvos aéreos e de superfície.
Esse tipo de radar tenderia a oferecer ganhos expressivos em cobertura, velocidade de processamento e resistência a contramedidas eletrônicas, reforçando o papel do Tipo 052D como plataforma central para a defesa aérea e a proteção de grupos-tarefa. Ainda assim, essa tecnologia foi vista pela primeira vez nas novas fragatas Tipo 054B, que apresentam um salto de capacidades consideravelmente maior do que o observado em outras classes.
A incorporação do Loudi ocorre após a Marinha da China ter testado, em exercícios navais, uma nova versão modernizada desses destróieres Tipo 052D, na qual foram notadas alterações na configuração de radares. Em alguns casos, meios oficiais chineses também mencionaram a integração de radares adicionais para ampliar as capacidades de detecção e alerta antecipado, além de mudanças relacionadas a sistemas de lançamento vertical e ao arranjo na área do convés de voo.
O Tipo 052D como coluna vertebral da frota de superfície
Apontado por diversos analistas como a espinha dorsal da frota de destróieres chineses, o Tipo 052D desempenha uma função central na estratégia naval da China. A combinação de sensores avançados, armamento de emprego variado e capacidades de comando o coloca como peça-chave em operações de controle marítimo, projeção de poder e dissuasão em áreas de interesse estratégico crescente, como o Mar do Sul da China, o Mar da China Oriental e o Pacífico Ocidental.
Em termos de armamento, o Tipo 052D reúne um amplo conjunto de sistemas, incluindo mísseis de cruzeiro YJ-100, com alcance de 1000 km, e mísseis de cruzeiro antinavio YJ-18, capazes de atingir velocidades de Mach 3. Já a rede de defesa aérea é composta pelos sistemas de mísseis superfície-ar HQ-16, HHQ-9, HHQ-10 e DK-10A, que acomodam os mísseis nas mesmas células de lançamento usadas pelos mísseis de cruzeiro.
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