O presidente da República se adiantou ao comunicado da Stellantis.
Provavelmente para ser o primeiro a divulgar a novidade, Emmanuel Macron, em visita à fábrica da Stellantis em Mulhouse nesta terça-feira, 26 de maio, declarou que a montadora pretende “investir mais de 1 bilhão de euros” para fabricar “uma nova geração de veículos elétricos”.
O chefe de Estado também comemorou:
“É um verdadeiro futuro industrial que oferecemos a este site de Mulhouse. Isso nos permite encarar com confiança o aumento da produção de veículos elétricos na França.”
Stellantis reage após a fala de Emmanuel Macron
A declaração chamou atenção por ter vindo antes de um posicionamento do próprio grupo. Pouco depois, a Stellantis respondeu dizendo que vai “investir mais de 1 bilhão de euros” com o objetivo de produzir, a partir de 2029, “uma nova geração de veículos elétricos”, repetindo os termos usados pelo presidente. A empresa, porém, evitou se alongar no assunto, já que esse tipo de anúncio ainda precisa ser submetido aos representantes dos funcionários antes de ser oficializado.
Como destacou o jornal Le Monde, a decisão era bastante aguardada pelos 4 000 empregados da unidade no leste da França. Ela era, de fato, a única - junto com a planta de Poissy, na região parisiense - que ainda não tinha recebido a atribuição de um novo modelo.
Stellantis confirma seu ancoramento na França
De acordo com o jornal Les Échos, o 1 bilhão de euros anunciado vai servir para preparar a chegada a Mulhouse (e também a outras fábricas do grupo na Europa e nos Estados Unidos) de uma das plataformas principais da companhia. Batizada de STLA One, ela deverá dar base para a produção de dezenas de modelos diferentes, como compactos urbanos e sedãs familiares.
Plataforma STLA One, veículos elétricos e metas na França
Ainda segundo a mesma fonte, a tecnologia pode ser usada tanto para fabricar veículos elétricos quanto modelos com motor a combustão. Do lado do governo, Emmanuel Macron já celebra a perspectiva de produzir 400 000 carros elétricos na França a partir do próximo ano, número que, segundo ele, deve continuar crescendo nos anos seguintes.
O presidente classificou esse movimento como “uma alavanca da nossa reindustrialização. O número de empregos criados é maior no veículo elétrico do que no térmico.”
Por fim, essas sinalizações reforçam o enraizamento da Stellantis no mercado francês. E os consumidores respondem: a França é o segundo país do mundo em lucratividade para o grupo e o primeiro na Europa.
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