A Blue Origin afirma que consegue retomar os lançamentos ainda este ano, mesmo após a explosão do foguete New Glenn em 28 de maio. Já o administrador da NASA demonstra mais cautela e avalia que o conserto da rampa de lançamento deve levar bastante tempo.
Jeff Bezos quer disputar espaço com os foguetes da SpaceX. Porém, por enquanto, a Blue Origin vem acumulando contratempos. Em 28 de maio, durante um teste em solo, a New Glenn explodiu em Cabo Canaveral. Não houve feridos, mas o episódio provocou danos relevantes, o que tende a atrasar ainda mais o avanço da empresa.
Retomada dos lançamentos da Blue Origin: otimismo interno e ceticismo da NASA
Entrevistado pela CNBC, Jared Isaacman, administrador-geral da NASA, disse que os reparos na rampa de lançamento devem levar muito tempo e que um retorno das operações em 2028 é uma possibilidade.
Do outro lado, a Blue Origin adota um tom bem mais confiante. Em uma publicação no X, Dave Limp, CEO da companhia, apresentou um balanço após a equipe conseguir acessar a rampa e o centro de integração. “Agora que conseguimos acessar a rampa de lançamento e o centro de integração, podemos compartilhar uma boa notícia. O parque de armazenamento de propelente, assim como os tanques de oxigênio, hidrogênio líquido e GNL, estão todos em bom estado. É uma sorte, porque são itens com prazos de entrega muito longos”, escreveu.
Segundo ele, a grande torre de suporte foi danificada, mas pode ser consertada no próprio local - em vez de ser demolida e substituída.
Com isso, o CEO da Blue Origin acredita que a empresa conseguirá retomar os lançamentos ainda este ano.
NASA e Amazon dependem da Blue Origin
A explosão da New Glenn pode trazer impactos importantes para a NASA, já que a agência norte-americana mantém contratos com a empresa de Jeff Bezos. O programa Artemis, por exemplo, depende do foguete New Glenn. Além disso, a NASA também selecionou a New Glenn, da Blue Origin, para enviar o módulo de pouso lunar Blue Moon, sem tripulação.
O incidente também afeta o projeto Leo, da Amazon, que está colocando em órbita uma constelação para competir com a Starlink e, ao mesmo tempo, enfrenta uma escassez de oportunidades de lançamento.
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