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B-52 da Boeing cai na base Edwards, na Califórnia, após a decolagem

Avião militar cinza sendo resfriado por bombeiros com caminhões de incêndio no pátio de aeroporto.

Ainda hoje, 76 unidades do bombardeiro estratégico subsônico dos anos 50 seguem em operação nas Forças Armadas dos Estados Unidos. Desde que os EUA entraram em combate no Irã em 28 de fevereiro, essas aeronaves lançaram várias bombas e também ajudaram a sustentar uma ponte aérea fora do comum.

Queda durante a decolagem na base Edwards, na Califórnia

Um Boeing B-52 Stratosfortress caiu na Califórnia no dia 15 de junho, durante a decolagem na Base Aérea de Edwards. O bombardeiro deveria cumprir um voo de teste rotineiro, mas a missão terminou em uma enorme bola de fogo às 11h20 (20h20 no horário da França).

Até agora, nenhuma imagem do acidente foi recuperada e divulgada. Os vídeos registrados no local apenas mostram uma grande quantidade de fumaça preta e, em seguida, uma área quase vazia, já que toda a aeronave foi consumida pelas chamas, alimentadas pelos tanques cheios de querosene.

Tripulação, vítimas e declarações oficiais

Havia oito pessoas a bordo. O grupo reunia militares, representantes do governo e civis. Entre as vítimas estavam dois funcionários da Boeing - a fabricante responsável pelo avião -, que foram mencionados pela empresa em um comunicado de condolências às famílias e aos próximos. “É com profunda tristeza que confirmamos que dois funcionários da Boeing estavam entre as vítimas. Estamos em contato com suas famílias e oferecendo todo o nosso apoio”, escreveu a Boeing.

Em uma coletiva na noite de segunda-feira, um coronel do Exército dos Estados Unidos afirmou que “a Base Aérea de Edwards foi palco de uma terrível tragédia, e perdemos oito grandes americanos”. Ele acrescentou que o acidente não ofereceu “nenhuma chance de sobrevivência”, pois o B-52 que havia decolado “caiu quase imediatamente antes de pegar fogo”. Segundo ele, a tripulação não teria conseguido ejetar.

Um bombardeiro gigante: dimensões e configuração do B-52

Diferentemente de aviões de caça, o B-52 é um bombardeiro e figura entre os maiores do mundo, com envergadura de 56,4 metros. A aeronave utiliza 4 naceles duplas que, ao todo, abrigam 8 motores.

O B-52 Stratofortress na guerra no Irã e seu emprego operacional

Assim como o B-2 Spirit, o B-52 Stratofortress voltou a ganhar destaque em 2026 por seu papel na guerra no Irã. Depois de atuar no Vietnã, na Guerra do Golfo, no Iraque e no Afeganistão, o avião de grande porte - capaz de transportar uma bomba nuclear - participou do conflito iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Considerado mais vulnerável a mísseis modernos e a radares, o B-52 se diferencia na frota norte-americana por conseguir levar 32 toneladas de cargas (18 toneladas no B-2), além de ter custos de manutenção e de operação mais baixos.

Após os sistemas de defesa antiaérea serem destruídos por B-2, os Estados Unidos normalmente recorrem a esses B-52 para dar continuidade às operações, com um raio de ação de 14 160 km.

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