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USAF acelera a retirada do C-130H Hercules “Man o’ War” e avança com o C-130J Super Hercules

Quatro militares observam dois aviões militares estacionados em pista de aeroporto com torre de controle ao fundo.

A despedida do C-130H Hercules “Man o’ War”

Dentro do programa de renovação da frota de transporte tático, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) segue acelerando a retirada dos veteranos C-130H Hercules. Depois de cerca de 30 anos de emprego em operações de combate, ações humanitárias e missões no exterior, uma das aeronaves mais simbólicas - a “Man o’ War”, ligada à 123rd Airlift Wing da Guarda Aérea Nacional do Kentucky - encerrou oficialmente sua trajetória operacional ao regressar à sua base de origem em Louisville. Com essa baixa, a instituição avança mais um passo na substituição da tradicional série H.

O C-130H “Man o’ War”, de número de série 91-1231, foi a unidade de número 2000 produzida pela Lockheed Martin. Integrado em 1992 à 123rd Airlift Wing, o avião somou mais de 11.000 horas de voo, atuando tanto em missões de assistência no Caribe quanto em operações de combate no Afeganistão e no Iraque. Em 2021, ele foi redistribuído para a 166th Airlift Wing, de Delaware, formação que hoje finaliza sua transição para o C-130J Super Hercules. A decisão de retirá-lo, tomada pela USAF, marca simbolicamente o encerramento de um ciclo e reforça a direção rumo a uma frota mais moderna, eficiente e padronizada do ponto de vista tecnológico.

Plano da USAF: substituição do C-130H pelo C-130J Super Hercules

A troca gradual dos C-130H pelos C-130J faz parte de uma estratégia ampla do Departamento da Força Aérea para racionalizar recursos e priorizar aeronaves com melhor desempenho e menor demanda de manutenção. Em paralelo, iniciativas de atualização previstas para a versão H foram interrompidas - entre elas, a adoção das hélices compostas NP2000, de oito pás, solução que prometia ganhos de empuxo, economia de combustível e redução de vibrações. Com a realocação orçamentária de setembro de 2025 divulgada pelo Pentágono, os valores que estavam destinados a essa modernização foram redirecionados para a compra de novas aeronaves.

De acordo com informações oficiais, a USAF chegou a instalar o sistema NP2000 em cerca de 90 aeronaves antes da suspensão do programa. Contudo, com a diminuição do total de C-130H ainda em operação, a continuidade do projeto deixou de fazer sentido, já que os exemplares restantes deverão ser desativados ou repassados a outros países. Foi o que aconteceu com as aeronaves transferidas para a Força Aérea Argentina (TC-60) e para a Força Aérea Equatoriana (FAE-898), entregues em 2023 e 2024.

Legado do C-130H Hercules e padronização da frota

O C-130 Hercules, especialmente na variante H, tornou-se um verdadeiro ícone da mobilidade tática dos Estados Unidos. Por mais de quatro décadas, ele funcionou como “cavalo de batalha” da USAF e de diversas forças aéreas aliadas. A aptidão para operar em pistas não preparadas e a flexibilidade para executar transporte, evacuação aeromédica, lançamento de paraquedistas e apoio humanitário consolidaram o modelo como um pilar da aviação militar contemporânea. Como sucessora das versões B e E, a série H permaneceu por muitos anos no centro das alas de transporte da Guarda Aérea Nacional e de vários esquadrões da ativa até tempos recentes.

Com a consolidação do C-130J Super Hercules, a USAF caminha para uma frota unificada, equipada com motores AE-2100D3 da Rolls-Royce, hélices de seis pás e aviônicos integralmente digitais. O novo modelo também entrega maior capacidade de carga - até um pallet adicional em comparação ao C-130H -, além de maior alcance e menores exigências logísticas. A estimativa é que, até 2029, a Força Aérea ainda mantenha em operação cerca de 60 exemplares do C-130H, enquanto segue o recebimento de Super Hercules por diferentes unidades de transporte e apoio logístico, consolidando a mudança para uma nova geração de aeronaves táticas.

Créditos das imagens: Departamento de Defesa dos EUA


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