Pular para o conteúdo

LRMV apresenta o Novo Tanque de Batalha Principal (NMBT) na Eurosatory 2026

Tanque militar camuflado estacionado com três soldados em uniforme tático ao redor, usando capacetes e equipamentos.
  • Adicione aos favoritos no Google

Por que nos acompanhar? Assim, você recebe as notícias do Zona Militar diretamente no Google.

Na Eurosatory 2026, a LRMV (Leonardo Rheinmetall Military Vehicles) levou ao público um projeto inédito de carro de combate batizado de Novo Tanque de Batalha Principal (NMBT). Para além do pacote técnico, o veículo chama atenção por representar a aposta da joint venture ítalo-alemã para, no futuro, equipar o Exército Italiano, que há anos sinaliza a intenção de substituir a atual frota de C1 Ariete e, com isso, atualizar suas capacidades blindadas.

A LRMV apresentou o conceito do novo blindado nos seguintes termos: “Projetado desde o início, o Novo Tanque de Batalha Principal (NMBT) foi criado para dominar o campo de batalha e garantir superioridade operacional a longo prazo. O NMBT combina capacidades de ataque avançadas, digitalização completa, defesas integradas, um novo padrão em mobilidade e uma arquitetura escalável. O NMBT está sendo apresentado para modernizar a frota de veículos pesados ​​do Exército Italiano e fortalecer as capacidades industriais europeias.”

NMBT da LRMV: características e recursos anunciados

Com base nas informações já divulgadas sobre o novo tanque exibido pela LRMV, um dos pontos centrais é o canhão principal L55 de 120 mm, compatível com a munição Vulcano, ainda que as especificações oficiais indiquem a possibilidade de evolução para um canhão de 130 mm.

Armamento, munições e emprego ampliado do NMBT

Ao armamento principal somam-se uma metralhadora coaxial de 12,7 mm e um canhão antiaéreo C-UAS de 30 mm. O conceito também abre espaço para a integração de munições de ataque de precisão e de sistemas que o habilitariam a atuar como estação de controle para plataformas não tripuladas.

Sensores, torre e composição da tripulação

A empresa destacou ainda que cada unidade deverá receber um conjunto de sensores de última geração, permitindo à guarnição consciência situacional com visão de 360 graus, inclusive em operações noturnas. Também foi informado que a torre incorpora um sistema de recarga totalmente automático para elevar a cadência de tiro, mantendo 20 projéteis prontos para uso imediato. Sobre o efetivo necessário para operar o veículo, a LRMV detalhou que será composto por “3 operadores + 1 especialista”.

Um novo tanque NMBT para o Exército Italiano

Além do que foi revelado na Eurosatory, vale notar que esse lançamento ocorre quase dois anos depois do anúncio da parceria entre a italiana Leonardo e a alemã Rheinmetall para desenvolver um tanque destinado a se tornar a espinha dorsal do Exército Italiano no futuro. Como já reportado anteriormente, a proposta industrial prevê que 60% da produção seja realizada em território italiano, com instalações em Roma e La Spezia dedicadas a esse esforço.

Em 2024, a Leonardo especificou que a base industrial local assumiria etapas como a montagem final, os testes de homologação, as atividades de entrega e o suporte logístico quando os novos carros de combate já estivessem disponíveis ao Exército Italiano. Esse pacote se somaria ao desenvolvimento e à integração do sistema de missão e dos conjuntos eletrônicos mencionados anteriormente, solicitados pela força.

Ainda assim, é importante lembrar que a Rheinmetall não era o parceiro inicialmente imaginado pela Leonardo para um programa dessa envergadura. Em um primeiro momento, o planejamento apontava a KNDS como principal aliada no desenvolvimento do novo tanque, mas impasses ligados à transferência de tecnologia desgastaram o entendimento até a ruptura completa. Em 2024, a empresa italiana afirmou: “A Leonardo anuncia, apesar de todos os esforços, a descontinuação das negociações com a KNDS para definir uma configuração comum para o programa de Tanque de Batalha Principal do Exército Italiano e para desenvolver uma cooperação mais ampla.”

Esse revés ganhou peso, sobretudo porque também representou o encerramento de uma possível aquisição de 132 tanques Leopard 2A8, pensados para reduzir o hiato entre a frota envelhecida de C1 Ariete - que já sofria com problemas de disponibilidade - e o novo modelo. No caso desse lote, a Leonardo pretendia igualmente incorporar seu próprio sensor eletro-óptico, implementar um novo software de comunicações e, por fim, produzir o canhão principal do sistema.

O Exército Italiano e a cooperação com a Rheinmetall

Ao observar o esforço de modernização em andamento no Exército Italiano, chama atenção que a Rheinmetall foi escolhida não apenas para conceber e produzir o novo tanque em conjunto com a Leonardo, mas também para entregar os seus veículos de combate de infantaria Lynx KF41 em várias configurações. Conforme informações anteriores, Roma pretende comprar até 1.050 unidades, em um programa que supera € 15 bilhões.

Nesse contexto, vale registrar que os quatro primeiros veículos de combate de infantaria Lynx KF41 foram entregues ao Exército Italiano no começo deste ano, no Centro de Experimentação Multifuncional do Exército Italiano (Ce.Poli.Spe), em Montelibretti. Esses exemplares pertencem ao lote inicial de 21 unidades adquiridas pela instituição. O ministro da Defesa, Guido Crosetto, declarou: “O cenário internacional exige uma defesa em constante evolução, capaz de garantir a segurança do país e salvaguardar os interesses nacionais. (…) Nesse contexto, o veículo blindado Lynx, produto da cooperação industrial ítalo-alemã, está sendo entregue ao Exército Italiano com o objetivo de fortalecer os sistemas terrestres por meio da introdução de plataformas de ponta.”

Na Eurosatory 2026, a LRMV também expõe um desses veículos no estande da Leonardo, identificado como IFV A2CS Lynx ITA. O destaque do modelo é a integração da nova torre Hitfist de 30 mm ao casco-base do KF41, além da capacidade de levar equipes de infantaria de até 8 soldados, entre outras características.

Você também pode se interessar por: Conhecendo a Argélia e suas Forças Armadas, a primeira adversária da Argentina na Copa do Mundo de 2026


Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário