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Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos recebe o primeiro F-35B operacional com Technology Refresh 3 (TR-3) rumo ao Block 4

Dois militares conversam ao lado de caça F-35 em convés de porta-aviões ao pôr do sol.
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Modernização do F-35B do Corpo de Fuzileiros Navais

O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos avançou de forma decisiva na atualização de sua frota de caças furtivos F-35B ao receber a primeira aeronave operacional convertida para o padrão Technology Refresh 3 (TR-3). Essa entrega inaugura a etapa de modernização de aeronaves já em serviço para a nova arquitetura tecnológica, que servirá de alicerce às futuras capacidades do Block 4, mesmo com dificuldades técnicas e atrasos que vêm impactando o cronograma dessa atualização.

Primeiras conversões TR-2 para TR-3 no FRC East

O feito ocorreu dentro de um esforço conjunto do F-35 Joint Program Office (JPO) com o Fleet Readiness Center (FRC) East, sediado em Cherry Point, na Carolina do Norte. A iniciativa simboliza a conclusão de cerca de seis anos de planejamento, qualificação de equipes e preparação industrial necessários para tornar viável a modernização dos F-35B atualmente operacionais.

As aeronaves identificadas como BF-105, BF-81 e BF-88 foram as primeiras unidades em serviço a completar (ou entrar na fase final) do processo de conversão do padrão TR-2 para o TR-3. O BF-105 foi entregue em 14 de maio, o BF-88 em 21 de maio, e a expectativa é que o BF-81 finalize sua atualização ao longo do mês de julho.

Ao contrário dos F-35 recém-produzidos - que já deixam a linha de montagem com a arquitetura TR-3 instalada - esses exemplares representam a primeira adaptação realizada em aeronaves previamente empregadas em operações. Fotografias divulgadas após a modernização mostram que o BF-105 pertence ao Marine Fighter Attack Squadron 231 (VMFA-231), conhecido como “Ace of Spades”, unidade vinculada à 2nd Marine Aircraft Wing.

A configuração Technology Refresh 3 acrescenta um avanço relevante em poder de computação, capacidade de memória e processamento de dados. O pacote inclui novos processadores centrais integrados, uma tela panorâmica de cabine de última geração e componentes desenhados para sustentar evoluções futuras em guerra eletrônica e sistemas avançados de missão.

TR-3 como base do Block 4 no programa F-35

Mais do que uma simples troca de hardware e software, o TR-3 é a plataforma sobre a qual serão incorporadas todas as capacidades previstas para o Block 4. Esse pacote de modernização futuro contempla a integração de novos sensores, a ampliação do leque de armamentos e sistemas de missão mais sofisticados, viabilizados por uma arquitetura computacional consideravelmente mais robusta.

Entre os recursos projetados para as próximas etapas do programa estão o radar de nova geração AN/APG-85, aprimoramentos no Electro-Optical Targeting System (EOTS), uma suíte de guerra eletrônica atualizada, novos sistemas de navegação e comunicações, além de uma versão avançada do Distributed Aperture System (DAS). Todas essas capacidades terão como suporte um novo processador central, concebido para integrar e fundir, em tempo real, informações oriundas de múltiplos sensores.

O tenente-coronel da Força Aérea dos Estados Unidos Matthew Hawkins, responsável por iniciativas de modernização do F-35 dentro do Joint Program Office, destacou que o esforço vai além da fabricação de novas aeronaves. Segundo ele, mais de 700 F-35 já entregues precisarão passar por atualizações semelhantes, o que torna essas primeiras conversões o ponto inicial de um programa que deve ganhar escala gradualmente nos próximos anos.

Ritmo de implementação e desafios técnicos

Hawkins também observou que a velocidade de aplicação das modificações influenciará diretamente o conjunto de capacidades disponível às forças em operação. Na avaliação dele, o TR-3 configura um marco operacional por assegurar que o F-35 siga relevante como uma plataforma central de comando, coordenação e consciência situacional no campo de batalha ao longo da próxima década.

Paralelamente, a expectativa é que o ritmo das conversões aumente pouco a pouco, conforme o FRC East consolide seus fluxos de trabalho e expanda sua capacidade de modernização. Ainda assim, o programa TR-3 continua lidando com obstáculos técnicos que seguem afetando sua implementação completa.

Imagens obtidas do DVIDS.

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