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Catherine Vautrin anuncia produção do drone militar da Renault com a Turgis Gaillard

Mulher com colete refletivo ajustando um drone em uma fábrica com braços robóticos ao fundo.

Produção do drone militar da Renault até o fim do ano

A ministra das Forças Armadas, Catherine Vautrin, anunciou que o drone militar desenvolvido com participação da Renault entrará em produção até o fim do ano. O fabricante francês vai trabalhar ao lado do grupo Turgis Gaillard em um aparelho aéreo descrito como semelhante a um drone suicida do tipo Shahed 136. Além disso, um segundo equipamento é esperado para 15 de junho: um veículo terrestre controlado à distância.

Cerca de um ano depois de ter sido procurada pelo Estado, a Renault se prepara para se tornar fornecedora, a partir de 2026, de drones de ataque para as Forças Armadas francesas. Em entrevista ao Ouest-France no sábado, 6 de junho, Catherine Vautrin afirmou que a montadora vai iniciar a “produção em massa” de drones “antes do fim do ano”, com fabricação na planta de Le Mans, dedicada a chassis automotivos. Sem aguardar uma comunicação pública da empresa, a ministra acrescentou que as equipes da Renault e do grupo Turgis Gaillard já estariam “na fase de testes”.

Onde será fabricado: Le Mans e a planta Ampère em Cléon

Na mesma fala, Catherine Vautrin também citou a fábrica Ampère de Cléon, perto de Paris, como parte do dispositivo industrial ligado a esse drone. Procurada, a equipe da Renault entrou em contato com a redação do Presse-citron para registrar formalmente que não houve anúncio oficial da montadora sobre esse site.

Ao mesmo tempo, a comunicação pediu ao Presse-citron que esclarecesse um ponto de terminologia: segundo a Renault, trata-se de “um drone aéreo” e não de “um drone suicida”, no sentido de que a empresa deixaria para a Direção-Geral do Armamento (DGA) a responsabilidade de armar os drones.

A ideia de “produção em massa” já havia sido debatida anteriormente, em janeiro de 2026, quando o projeto de fornecimento de drones de ataque associado à Renault teve seu nome divulgado e apareceu a criação de uma joint venture chamada “Chorus”. Naquele momento, falava-se em uma produção de 600 drones por mês. Catherine Vautrin descreveu esse volume como um verdadeiro “ritmo industrial automotivo”, acrescentando que o modelo poderia evoluir ao longo dos anos para continuar adequado à missão e não ser ultrapassado pela inovação.

A Renault também não estaria entrando do zero em contratos com a DGA. A marca já fornece veículos - especificamente os Renault TRM e GBC 180. Ainda que, nesse novo projeto, a responsabilidade da montadora se limite à estrutura dos futuros drones de guerra, a atividade representa uma mudança relevante na mobilização da empresa em direção ao esforço de guerra.

Os drones encomendados pela França são apresentados como uma forma de estar “pronta” para o caso de um conflito de grande escala. Ao mesmo tempo, é amplamente entendido que, por trás desse discurso, a França pensa sobretudo em apoiar a Ucrânia diante da Rússia.

Além do drone aéreo, a Renault também vai apresentar um “drone terrestre”

Em março, a Renault havia informado a seus funcionários que não pretendia se tornar um ator central do setor de defesa e que o objetivo era participar apenas de um projeto com “impacto positivo na atividade”. Segundo uma reportagem da L’Usine Nouvelle, o contrato de drones militares poderia se estender pelos próximos dez anos, com valor em torno de um bilhão de euros. A DGA não detalha qual será o emprego do drone. Além do contexto da Ucrânia, a França deve incorporá-lo ao seu conjunto de capacidades.

Durante os votos às Forças Armadas, em janeiro, Emmanuel Macron mencionou o desejo de ver drones integrando “as três forças”.

Não causa surpresa, portanto, que a Renault também trabalhe em um veículo terrestre em paralelo a esse drone de ataque. Desta vez com a John Cockerill, dona do fabricante de veículos militares Arquus, a montadora deve apresentar um “drone terrestre”. De acordo com a L’Usine Nouvelle, seria um 4×4, provavelmente telecomandado, com potencial de uso tanto militar quanto civil.

A Renault mencionou o tema pela primeira vez em março. A empresa ainda não confirmou, mas a L’Usine Nouvelle afirma que o modelo será apresentado no salão Eurosatory, em 15 de junho, no parque de exposições Paris-Nord Villepinte.

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