O encanto das belezas do Pantanal

As férias de julho tiveram um gostinho de aventura para alguns brescienses e coqueirenses este ano. Um grupo de 35 pessoas, formado quase exclusivamente por moradores dos dois municípios partiram, na tarde de 24 de julho, para o estado do Mato Grosso. A viagem rodoviária, organizada por uma agência de turismo, foi organizada pela Família Paludo e Neiva Vendramin, que convidaram amigos para completar a lotação e encarar esta aventura.
A viagem começou no domingo à tarde, quando o grupo saiu de Nova Bréscia. Chegaram ao Mato Grosso na manhã de segunda-feira, na cidade de Ponta Porã, divisa com a cidade paraguaia de Pedro Juan Cabalero. Lá, um centro de compras paraguaio foi o destino dos viajantes, que aproveitaram para fazer algumas compras. Ficaram na cidade até a manhã seguinte, quando partiram para a cidade de Bonito.
Em Bonito, a natureza foi o ponto alto dos passeios. O grupo conheceu a Gruta São Miguel, formação de rocha calcária no meio da mata. Para chegar ao local sem agredir a natureza, foram construídas passarelas, por onde os turistas caminham. Por dia, apenas 150 pessoas podem visitar o local. Dentro da gruta, o espetáculo ficou por conta de esculturas naturais espalhadas pelas paredes e teto da gruta.
Outro passeio bastante conhecido, realizado em Bonito, é a flutuação no rio Sucuri. Neste passeio, o turista veste um colete salva-vidas, que também mantém a pessoa flutuando no rio. O turista usa ainda uma máscara de mergulho com snorkel, para poder visualizar as belezas naturais no fundo do rio. O passeio percorre cerca de três quilômetros rio abaixo, trajeto em que o turista vai nadando e apreciando a natureza, sempre acompanhados por equipes locais de instrutores.
Em outro rio, no Formosa, o grupo realizou o passeio de bote. Nele os turistas percorreram cerca de cinco quilômetros pelo rio, avistando dezenas de espécies de animais nativos do Pantanal. O mais impressionante foi uma sucuri de cerca de seis metros de comprimento. Segundo a Família Paludo, que conseguiu ver o réptil, seu diâmetro era igual ao de um balde. Esta foi a maior que viram. Outras sucuris menores, medindo cerca de certa de três metros, foram avistadas diversas vezes pelo grupo.
Cobras também foram o tema do passeio “projeto jiboia”. De iniciativa particular de um morador da cidade, o projeto oferece uma palestra sobre a importância das cobras na natureza e a oportunidade dos visitantes segurarem uma jiboia nas mãos.
Depois de três dias em Bonito, o grupo viajou para a cidade de Corumbá, também no Mato Grosso, cerca de 400km de Bonito, fazendo divisa com a Bolívia. Cidade bonita e receptiva. Em Corumbá o grupo realizou o passeio de Chalana e visitou a cidade boliviana de Quijaro, onde pôde fazer compras.
No dia seguinte, o grupo seguiu para a Fazenda São Francisco, na cidade de Miranda. Lá puderam visualizar o dia-a-dia de uma típica fazenda pantaneira com criação de gado. O local é preparado para receber turistas e mostrar como é a vida no interior do Pantanal. O grupo ficou impressionado com a receptividade dos funcionários da fazenda, a beleza natural do lugar, bem como  estrutura da fazenda, com decoração típica do pantanal.
Na fazenda, o grupo realizou o passeio chamado de “Focagem noturna”, Nele, os turistas embarcam num ônibus aberto, à noite, com um foco de luz iluminando o caminho. O objetivo é avistar animais com hábitos noturnos. Nele o grupo pôde ver tamanduás bandeira e mirim, capivaras, lobos, e um “mar” de jacarés. Eles contam que com a luz incidindo sobre o rio, podiam ver apenas os olhos dos jacarés, parecendo um céu estrelado na terra.
Durante o dia, outro passeio foi organizado para conhecer os animais com hábitos diurnos, como uma grande variedade de aves, especialmente o Tuiuiu, que nesta época do ano tem os filhotes no ninho. No passeio, alguns sortudos puderam avistar onças, mas o grupo bresciense não teve sorte. Também na fazenda, fizeram o passeio de chalana, com pescaria de piranhas e brincadeiras com jacaré.  
A família Paludo afirmou que a beleza da natureza do lugar é impressionante. Puderam ver uma grande variedade de animais, como araras e cervos passeando na fazenda. No sábado, o grupo fez as malas e começou sua viagem de volta para casa.
 
Próximas aventuras
A família Paludo costuma viajar junta há algum tempo. Uma vez por ano, fecha seu estabelecimento comercial e dedica uma semana para conhecer novos lugares e aproveitar este tempo em família. 
Já viajaram para o Rio de Janeiro, Santa Catarina, Cataratas do Iguaçu, Curitiba, Paraguai. E já estão planejando as férias do ano que vem. O destino ainda não foi definido, mas a agência de viagem sugeriu a cidade de Porto Seguro, na Bahia, ou Machu Picho, no Peru. Desta vez, a viagem deverá ser aérea, devido à distância. Mas, o grande sonho da família é uma viagem ainda um pouco mais distante, a Itália.
 
 

Em harmonia com a natureza

A exuberância da natureza em Nova Bréscia ganhou novas provas nos últimos dias. Na edição passada do JNB, publicamos a foto de um tamanduá, que um grupo de amigos encontrou em Linha Tigrinho. No mesmo dia, soubemos de outro tamanduá avistado em Linha Morro Seco.
Desta vez, quem chegou perto do bicho foram Felipe Laste e seu pai, Félix. Os dois estavam passando de carro pela estrada geral de Morro Seco, quando viram o tamanduá, em cima de uma pilha de lenha, comendo formigas.
Felipe contou que chegaram bem próximo do animal, que não se assustou. Continuou lá sentado, comendo. Pela descrição de Felipe, tratava-se de um Tamanduá Mirim, com cerca de sete a oito quilos e menos de meio metro de altura.
Outra amostra das belezas da natureza foi registrada pelo fotógrafo Jaime Mocellin. Ele tem o hábito de fotografar os pássaros que visitam as árvores frutíferas e nativas próximas à sua casa. Recentemente, ele conseguiu fotografar um tucano.
Jaime conta que fez a foto da janela dos fundos de sua casa, na Rua Barão do Cotegipe.
- Costumo fotografar os pássaros que aparecem, e aparecem muitos, nas frutíferas que tem aqui. Nos pés de ameixa, figueira, e, nesse caso do tucano, olho de pomba. Já consegui registrar vários e lindos pássaros, mas o tucano posso dizer que foi o mais lindo de todos – relata Jaime.
Ele conta que já há algum tempo vinha tentando fotografar a ave, mas encontrava dificuldade em se aproximar sem espantá-lo. Dessa vez, ele pousou em uma árvore mais próxima, o que permitiu o “clic” .
- Isso mostra que não é necessário ter gaiolas para poder apreciar os pássaros – afirma Jaime.

Sistema possibilita geração de energia própria

Um novo sistema de produção de energia, 100% limpa, está ganhando espaço em Nova Bréscia. A energia solar fotovoltaica já foi instalada por quatro residências e uma empresa no município.
A energia solar fotovoltaica é uma energia elétrica produzida a partir da luz solar, captada através de placas fotovoltaicas. Quando a luz solar incide sobre as placas, os elétrons do material semicondutor são postos em movimento, gerando eletricidade. Esta energia produzida é conduzida para um inversor, instalado na residência, ligado ao sistema elétrico da casa. Assim, esta energia produzida pelos painéis fotovoltaicos vão para a rede elétrica pública, medida através de um medidor de energia especial, que mede a energia produzida pelos painéis e a energia consumida pela residência. 
A energia produzida pelos painéis vai variar de acordo com a incidência da luz solar. Quando a produção de energia solar não for suficiente para abastecer as necessidades da casa, automaticamente a energia necessária passa a vir da rede de energia pública. No entanto, quando a produção de energia solar no mês for maior do que a energia consumida pela casa, esta sobra de energia vai para a rede pública e vira crédito para o proprietário, podendo ser descontado em futuras contas de energia.
Além disso, desde maio deste ano, entrou em vigor o Decreto Estadual nº 52.964, que estabelece a isenção de ICMS sobre a míni e microgeração de energias limpas e renováveis no Rio Grande do Sul para consumo próprio. Com a medida determinada pelo governo do Estado, não haverá mais a incidência da alíquota de 30% do imposto sobre o volume de energia produzido em uma residência ou ponto comercial. Por exemplo, uma casa que consome 150 kWh por mês, mas gera 50 kWh com um painel fotovoltaico, acabará pagando ICMS apenas sobre 100 kWh. O abatimento também vale para uma eventual sobra de energia que seja colocada na rede elétrica, o que permite ao cliente que está gerando obter créditos da sua distribuidora, que serão aproveitados quando consumir eletricidade da concessionária. 
No Rio Grande do Sul, o secretário adjunto de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior, argumenta que a isenção é um primeiro passo no sentido de difundir ainda mais a prática no Estado. O dirigente argumenta que, sem o incentivo, estima-se o retorno do investimento feito nos equipamentos de míni e microgeração em um prazo de 12 a 13 anos. Com o benefício, esse tempo cai para algo entre 7 a 9 anos, dependendo do consumo de energia. O secretário adjunto comenta que, atualmente, um cliente residencial, com uma demanda média de energia, de uma conta de luz de R$ 100,00 a R$ 200,00, terá que desembolsar em torno de R$ 10 mil a R$ 15 mil para instalar um conjunto de painéis fotovoltaicos que atenda às suas necessidades. Lemos Júnior lembra que o consumidor que adotar a míni e microgeração ainda terá que pagar um valor mínimo à concessionária, pois a residência continuará conectada à rede de energia.
 
 
Em Nova Bréscia, a pioneira na produção de energia solar foi a empresa Scartezini e Filhos Ltda, que instalou painéis fotovoltaica em março deste ano. A empresa instalou 51 painéis para produzir cerca de 2.000 quilowats por mês. Nestes meses de inverno, a produção está em torno de 1.500 quilowats/mês. No entanto, a previsão é de que a conta de energia passe a ser zerada, já que os meses com maior incidência de luz solar ainda estão por vir. Além da diminuição dos custos com energia, a empresa investiu no sistema por ser 100% limpo, sem nenhum tipo de agressão ao meio ambiente.
O sistema também está sendo adotado por famílias em suas residências. Recentemente, a família de Ângelo Laste aderiu à produção própria de energia.
Ângleo conta que a primeira experiência da família com energia solar foi em 2010 quando instalaram uma piscina com aquecimento solar, através de placas que aquecem a água. Isso permitiu estender o uso da piscina de novembro a março, praticamente dobrando o período de aproveitamento sem aquecimento. Como ficaram satisfeitos, resolveram instalar em 2015 o aquecimento solar com o mesmo sistema de placas para aquecer a água dos chuveiros e pias. Nesta instalação, já economizaram aproximadamente 80 a 100 kw/h mensais, já o chuveiro passou a usar a água aquecida. A vontade de instalar a geração fotovoltaica já existia há tempo, o que faltava para a família era conhecer empresas ou pessoas que já tivessem instalado, para ter segurança em fazer o investimento. 
- Considerando o cenário dos constantes aumentos e o nosso consumo mensal elevado optamos neste ano em instalar. O investimento para a instalação dos sistemas ainda continua alto principalmente pelo fato das placas solares serem importadas, no momento que o Brasil passar produzir este equipamento deverá diminuir o custo de geração de energia – diz Ângelo.
A residência foi equipada com 12 placas fotovoltaicas, com capacidade de produzir até 350 kw/h, mas depende da quantidade de dias de luz solar. Neste mês de junho, a geração deverá ser de 265 kw/h. 
- Além da economia mensal na nossa conta, que neste momento de crise e aumentos constantes é de suma importância para o orçamento familiar, nos sentimos orgulhosos por estar contribuindo com a saúde do planeta gerando energia limpa - conta Ângelo.
 

Hospital reedita campanha de doações

O Hospital São João Batista de Nova Bréscia está reiniciando a campanha de doações mensais. Este ano, a entidade confeccionou uma cartela com as datas dos depósitos voluntários e o número da conta bancária onde os depósitos de  R$ 10,00, R$ 20,00, R$ 30,00 ou mais valores podem ser depositados.
Nesta nova cartela elabora para a campanha deste ano, o hospital aproveitou o espaço para fazer uma prestação de contas do que foi realizado com as doações feitas em 2015. No cartão há fotografias das reformas e melhorias feitas em diversas alas do hospital.
No ano passado, a campanha de doação através das cartelas arrecadou R$ 53.281,86. Este dinheiro, junto com o resultado do jantar, da rifa e de outras doações, resultou em R$ 103.808,26 em 2015, arrecadados junto à comunidade. Parte dos donativos foram investidos nas reformas e parte foi usado para pagar o 13º salário dos funcionários do hospital.
Com os recursos arrecadados este ano, a Administração do hospital pretende pintar a parte externa do prédio, fazer melhorias no telhado, reformar móveis e cadeiras de alguns quartos e intensificar a campanha de melhoria das roupas de cama. A assessora do hospital, Ivania Dalmoro Basso, salienta que este ano a entidade vai focar na melhoria das roupas de cama. Esta semana, já foram doados pelo Bloco Da Hora, 10 jogos de roupa de cama, personalizados com o logotipo do hospital, confeccionados pelas Confecções Tefem. Segundo Ivani, quem quiser participar da campanha, basta dirigir-se à loja Tefem e efetuar sua doação.
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