“O valor maior que nós temos é a pessoa”

Após pouco menos de quatro anos afastado da Administração Municipal, Diógenes Laste volta a participar de uma eleição majoritária em Nova Bréscia. Depois de ter sido vereador em duas legislaturas e prefeito em mais duas, Diógenes volta ao pleito como candidato a prefeito pelo Partido Progressista.
Aos 55 anos, atualmente Diógenes é vice-presidente da Cerfox. No passado participou, ainda, da Famurs, como membro do conselho, e foi presidente do G10.
Na entrevista abaixo, ele conta ao JNB seus planos para o município, se eleito em dois de outubro.
 
JNB - Por que quer ser prefeito?
Diógenes – Acredito que reúno condições de dar continuidade ao trabalho já implantado nas administrações passadas, pela experiência que adquiri, buscando o desenvolvimento que nosso povo merece.
 
JNB – Qual a ‘bandeira’ de sua campanha?
Diógenes – Minha bandeira é que o valor maior que nós temos é a pessoa, oferecendo oportunidades de crescimento, atendendo a seus interesses.
 
JNB - Se eleito, qual o desafio que seu governo deve enfrentar?
Diógenes – Primeiro, temos que avaliar a situação atual para depois tomar decisões e medidas que venham de encontro às necessidades da população. Perante a crise, viabilizar nosso plano de governo será nosso objetivo e desafio.
 
JNB - Qual o principal problema de Nova Bréscia atualmente, para o qual o senhor pretende buscar solução, se eleito?
Diógenes – Precisamos melhorar a assistência e incentivo ao pequeno produtor e empresário, para que eles possam buscar o desenvolvimento de seus negócios.
 
JNB - Qual sua primeira ação, no primeiro dia de trabalho, como prefeito eleito?
Diógenes – Vamos reunir a equipe de governo buscando, juntos, um trabalho determinado, com parcerias e bom entendimento com a população bresciense.
 
JNB - Pretende manter todas as secretarias em atividade? Pretende criar alguma nova?
Diógenes – Não vamos criar novas secretarias. Para o bom andamento do município, todas são necessárias. Mas vamos avaliar a situação financeira e, dependendo do resultado, conciliar algumas secretarias para que os recursos possam ser aplicados da melhor forma, priorizando o trabalho dos bresciense.
 
JNB - De que forma acredita que o município pode economizar para poder investir em novos projetos?
Diógenes – Administrando os recursos com seriedade, acredito que haverá recursos disponíveis para novos projetos. Serei um batalhador na busca de recursos federais e estaduais para novos investimentos.
 
JNB - Cite um projeto que gostaria de implantar em seu governo.
Diógenes – Vamos trabalhar em todas as áreas. Temos como projeto, melhorar nossa praça e o parque poliesportivo, qualificando a oferta de lazer à população, oportunizando aos brescienses de diferentes idades, diferentes alternativas de lazer.
 
JNB - Deixe uma mensagem aos brescienses.
Diógenes – Como bresciense, sempre acreditei no potencial do nosso povo. Também acredito que o povo me dará a honra de administrar mais uma vez este município, orgulho de todos os brescienses e da região.
 
 
 
A Secretária da Saúde de Nova Bréscia nos últimos 11 anos é a candidata a vice-prefeita na chapa de Diógenes Laste. Helena Daroit, 60 anos, professora, ocupou o cargo nas duas gestões de Diógenes como prefeito, entre 2005 e 2012, continuando no cargo na gestão do atual prefeito, Gilnei Agostini, até licenciar-se para concorrer às eleições de dois de outubro.
Helena foi vereadora em duas legislaturas e secretária de educação em 1991 e 1992, na gestão de Gildo Giongo.
Veja o que Helena contou ao JNB.
 
JNB - De que forma acredita que o vice-prefeito pode colaborar na administração do município?
Helena – Assessorar o prefeito nas suas atividades administrativas, nas diferentes pastas; representar o prefeito quando necessário; estar atenta às necessidades dos brescienses e ser seu porta-voz, um elo de ligação entre a comunidade e a administração.
 
JNB -Qual será seu papel na administração, se eleita?
Helena – Coordenar os trabalhos da administração, especialmente nas áreas da saúde e educação.
 
JNB - Na sua opinião, no que Nova Bréscia precisa evoluir?
Helena – Queremos evoluir em todas as áreas, qualificando projetos existentes em benefício das pessoas. Nossa intenção é manter projetos, programas e contratos existentes, buscando qualificá-los cada vez mais.
 
JNB - Se eleita, tem algum projeto que pretende dedicar-se pessoalmente?
Helena – Quero por em prática os projetos do nosso plano de governo, tendo como meta prioritária a saúde.
 
JNB - De que forma a população poderá participar das decisões em seu governo, se eleito?
Helena – Vamos ouvir a população, criar um espaço em que as pessoas possam manifestar-se através de sugestões, ideias, especialmente com reuniões nas comunidades.
 

Cavalgada é encerrada com homenagem a Tio Ico

A 17ª Cavalgada Região dos Vales, que aconteceu de seis a 11 de setembro, teve seu encerramento em Nova Bréscia nesta edição.
A cavalgada teve início no dia seis de setembro, em Dois Lajeados. De lá, os cavalarianos partiram para São Valentim, onde passaram a noite. Na manhã do dia sete, rumaram para Vespasiano Corrêa, onde almoçaram. À tarde, seguiram para Muçum, para o jantar e pernoite. No dia seguinte, partiram para o trajeto mais longo da cavalgada, até Roca Sales. Lá almoçaram e seguiram para Capitão. Na manhã seguinte, rumaram para Marques de Souza, onde almoçam e passaram à noite. Na manhã seguinte, seguiram para Travesseiro, para o almoço e depois para Coqueiro Baixo, onde passaram a noite.
No domingo de manhã, dia 11/09, os cavaleiros chegaram a Nova Bréscia, quando percorreram a avenida Bento Gonçalves e dirigiram-se ao Parque de Eventos Manfroi. Lá houve uma solenidade para homenagear Alceu Paulo Giovanaz, o Tio Ico, homenageado da cavalgada desse ano. 
Ao meio-dia, houve almoço e, em seguida, apresentação do Ballet Folclórico Nova Bréscia Dança Show. Houve ainda entrega de lembranças a todas as entidades participantes da cavalgada desse ano, que contou com cerca de 130 cavaleiros e equipes de apoio. 
De Nova Bréscia participaram 18 cavaleiros e equipe de apoio, totalizando 30 pessoas envolvidas no evento.
O coordenador local da cavalgada, Neodir Borghetti, agradece a todos os colaboradores, aos participantes e à Administração Municipal pelo apoio.
A cavalgada chegou ao fim no dia 11, mas o grupo de cavaleiros manteve-se unido até o dia 20 de setembro, ponto culminante da Semana Farroupilha.
Eles montaram acampamento na Praça da Matriz, onde encontravam-se todas as noites para um churrasco ou um carreteiro, terminando com o estoque feito para a cavalgada.
 
Histórico do homenageado, Tio Ico
 
Alceu Paulo Giovanaz, Tio Ico
Filho de Sevério e Oneida Giovanaz, nascido em 18 de agosto de 1957, em Nova Bréscia, onde reside até hoje.
Quando piá, volteado por cavalos dos tios tropeiros, logo sentiu-se bem com estes matungos. Aprendeu a encilhar, andar a  cavalo e a conduzir uma tropa.
Tornou-se um indiozito calçado de esporas e relho na mão. Noites em tropeadas foi aquecido pelos aperos e lua de madrinhadeira.
Guri de conduzir arado, gritar com os bois na carroça, guri que encontrou na faca carneadeira e nas rodilhas de um laço de tentos firmes, uma profissão.
Com bois em seu laço na chincha e facas bem afiadas, foi se fazendo moço.
Em festas campeiras, conduzia o bico branco, entre estacas firmadas no chão, levando sempre para sua esposa Divamar e sua   filha Juliana, um orgulho de gaúcho campeiro e hoje para Luiza, sua neta, uma herança a ser cultivada.
Gaúcho de ideais firmados com bota no estrivo, trazia para Nova Bréscia a chama numa cavalgada de poucos viventes, queria que sua gente, cultivasse e respeitasse seus guerreiros Farroupilhas, até ser convidado por amigos de outras querências carregando, numa das mãos, a chama crioula e, noutra, sempre firme, as rédeas de seu pingo.
Cavalgada Região dos Vales, dias a passito, em seu cavalo amigo, percorrendo longas distâncias por um ideal de cultura.
Cavalos que amansou, cavalos que comprou, rifou, cavalos que ferrou, tosquiou e cuidou.
Gaúcho de poucas palavras.
Assim se fez homem honesto, forte e valente. Sempre bem pilchado. Homem que todos querem ter por perto, Gaudério que ama sua pátria pampa.
Juliana Giovanaz – 
20 de setembro de 2016
 

O encanto das belezas do Pantanal

As férias de julho tiveram um gostinho de aventura para alguns brescienses e coqueirenses este ano. Um grupo de 35 pessoas, formado quase exclusivamente por moradores dos dois municípios partiram, na tarde de 24 de julho, para o estado do Mato Grosso. A viagem rodoviária, organizada por uma agência de turismo, foi organizada pela Família Paludo e Neiva Vendramin, que convidaram amigos para completar a lotação e encarar esta aventura.
A viagem começou no domingo à tarde, quando o grupo saiu de Nova Bréscia. Chegaram ao Mato Grosso na manhã de segunda-feira, na cidade de Ponta Porã, divisa com a cidade paraguaia de Pedro Juan Cabalero. Lá, um centro de compras paraguaio foi o destino dos viajantes, que aproveitaram para fazer algumas compras. Ficaram na cidade até a manhã seguinte, quando partiram para a cidade de Bonito.
Em Bonito, a natureza foi o ponto alto dos passeios. O grupo conheceu a Gruta São Miguel, formação de rocha calcária no meio da mata. Para chegar ao local sem agredir a natureza, foram construídas passarelas, por onde os turistas caminham. Por dia, apenas 150 pessoas podem visitar o local. Dentro da gruta, o espetáculo ficou por conta de esculturas naturais espalhadas pelas paredes e teto da gruta.
Outro passeio bastante conhecido, realizado em Bonito, é a flutuação no rio Sucuri. Neste passeio, o turista veste um colete salva-vidas, que também mantém a pessoa flutuando no rio. O turista usa ainda uma máscara de mergulho com snorkel, para poder visualizar as belezas naturais no fundo do rio. O passeio percorre cerca de três quilômetros rio abaixo, trajeto em que o turista vai nadando e apreciando a natureza, sempre acompanhados por equipes locais de instrutores.
Em outro rio, no Formosa, o grupo realizou o passeio de bote. Nele os turistas percorreram cerca de cinco quilômetros pelo rio, avistando dezenas de espécies de animais nativos do Pantanal. O mais impressionante foi uma sucuri de cerca de seis metros de comprimento. Segundo a Família Paludo, que conseguiu ver o réptil, seu diâmetro era igual ao de um balde. Esta foi a maior que viram. Outras sucuris menores, medindo cerca de certa de três metros, foram avistadas diversas vezes pelo grupo.
Cobras também foram o tema do passeio “projeto jiboia”. De iniciativa particular de um morador da cidade, o projeto oferece uma palestra sobre a importância das cobras na natureza e a oportunidade dos visitantes segurarem uma jiboia nas mãos.
Depois de três dias em Bonito, o grupo viajou para a cidade de Corumbá, também no Mato Grosso, cerca de 400km de Bonito, fazendo divisa com a Bolívia. Cidade bonita e receptiva. Em Corumbá o grupo realizou o passeio de Chalana e visitou a cidade boliviana de Quijaro, onde pôde fazer compras.
No dia seguinte, o grupo seguiu para a Fazenda São Francisco, na cidade de Miranda. Lá puderam visualizar o dia-a-dia de uma típica fazenda pantaneira com criação de gado. O local é preparado para receber turistas e mostrar como é a vida no interior do Pantanal. O grupo ficou impressionado com a receptividade dos funcionários da fazenda, a beleza natural do lugar, bem como  estrutura da fazenda, com decoração típica do pantanal.
Na fazenda, o grupo realizou o passeio chamado de “Focagem noturna”, Nele, os turistas embarcam num ônibus aberto, à noite, com um foco de luz iluminando o caminho. O objetivo é avistar animais com hábitos noturnos. Nele o grupo pôde ver tamanduás bandeira e mirim, capivaras, lobos, e um “mar” de jacarés. Eles contam que com a luz incidindo sobre o rio, podiam ver apenas os olhos dos jacarés, parecendo um céu estrelado na terra.
Durante o dia, outro passeio foi organizado para conhecer os animais com hábitos diurnos, como uma grande variedade de aves, especialmente o Tuiuiu, que nesta época do ano tem os filhotes no ninho. No passeio, alguns sortudos puderam avistar onças, mas o grupo bresciense não teve sorte. Também na fazenda, fizeram o passeio de chalana, com pescaria de piranhas e brincadeiras com jacaré.  
A família Paludo afirmou que a beleza da natureza do lugar é impressionante. Puderam ver uma grande variedade de animais, como araras e cervos passeando na fazenda. No sábado, o grupo fez as malas e começou sua viagem de volta para casa.
 
Próximas aventuras
A família Paludo costuma viajar junta há algum tempo. Uma vez por ano, fecha seu estabelecimento comercial e dedica uma semana para conhecer novos lugares e aproveitar este tempo em família. 
Já viajaram para o Rio de Janeiro, Santa Catarina, Cataratas do Iguaçu, Curitiba, Paraguai. E já estão planejando as férias do ano que vem. O destino ainda não foi definido, mas a agência de viagem sugeriu a cidade de Porto Seguro, na Bahia, ou Machu Picho, no Peru. Desta vez, a viagem deverá ser aérea, devido à distância. Mas, o grande sonho da família é uma viagem ainda um pouco mais distante, a Itália.
 
 

Em harmonia com a natureza

A exuberância da natureza em Nova Bréscia ganhou novas provas nos últimos dias. Na edição passada do JNB, publicamos a foto de um tamanduá, que um grupo de amigos encontrou em Linha Tigrinho. No mesmo dia, soubemos de outro tamanduá avistado em Linha Morro Seco.
Desta vez, quem chegou perto do bicho foram Felipe Laste e seu pai, Félix. Os dois estavam passando de carro pela estrada geral de Morro Seco, quando viram o tamanduá, em cima de uma pilha de lenha, comendo formigas.
Felipe contou que chegaram bem próximo do animal, que não se assustou. Continuou lá sentado, comendo. Pela descrição de Felipe, tratava-se de um Tamanduá Mirim, com cerca de sete a oito quilos e menos de meio metro de altura.
Outra amostra das belezas da natureza foi registrada pelo fotógrafo Jaime Mocellin. Ele tem o hábito de fotografar os pássaros que visitam as árvores frutíferas e nativas próximas à sua casa. Recentemente, ele conseguiu fotografar um tucano.
Jaime conta que fez a foto da janela dos fundos de sua casa, na Rua Barão do Cotegipe.
- Costumo fotografar os pássaros que aparecem, e aparecem muitos, nas frutíferas que tem aqui. Nos pés de ameixa, figueira, e, nesse caso do tucano, olho de pomba. Já consegui registrar vários e lindos pássaros, mas o tucano posso dizer que foi o mais lindo de todos – relata Jaime.
Ele conta que já há algum tempo vinha tentando fotografar a ave, mas encontrava dificuldade em se aproximar sem espantá-lo. Dessa vez, ele pousou em uma árvore mais próxima, o que permitiu o “clic” .
- Isso mostra que não é necessário ter gaiolas para poder apreciar os pássaros – afirma Jaime.
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