Entrevista com o prefeito e vice-prefeito eleitos

Recebemos o prefeito e vice-prefeito de Nova bréscia, eleitos nas eleições de dois de outubro, na redação do Jornal Nova Bréscia, para um bate-papo sobre como foi a caminhada da dupla até a vitória e seus planos para o seu governo.

Marcos Antônio Martini, o Kiko,  e Adialr Lorenzon contam como foi gratificante a caminhada até a vitória nas urnas e o aprendizado dos dias em que puderam conversar com quase que todas as famílias do município.

Veja o que eles contam na entrevista.

 

JNB - Como foram estes 45 dias de campanha?

Kiko - Foi uma caminhada satisfatória, que fizemos com gosto, com comprometimento. Começávamos cedinho, às cinco horas da manhã já estávamos em visita, com hora marcada com as pessoas para poder conversar. Como optamos por não fazer comícios, queríamos visitar todas as famílias e conseguimos falar com quase que todas as famílias do município. Nestas visitas a gente mais ouvia, o que nos ajudou nas nossas propostas.

 

JNB - O que ouviram das pessoas em suas visitas?

Adilar - Ouvimos bastante queixas, especialmente no interior, como sentiam-se abandonados, como havia desigualdade nos benefícios concedidos. As pessoas pediam mais incentivo, mais valorização, que fossem ouvidos.

Kiko - Os jovens diziam que gostariam de permanecer no município, mas precisavam de alternativas, de oportunidades. Já na cidade ouvimos muitos pedidos de melhoria dos espaços de alzer, como a praça, a criação de um caminhódromo, bem como a melhoria da cidade, calçadas, ruas.

 

JNB - Quando tiveram certeza da vitória?

Adilar – Desde o começo eu tinha certeza da vitória. Logo que os candidatos foram definidos, saia que íamos ganhar. Pelo que eu ouvia no interior, o que as pessoas falavam, eu já sabia. Eram 20 anos que eu esperava por esta oportunidade.

Kiko – a gente tinha convicção da vitória. Fizemos uma caminhada silenciosa, conversando com as pessoas, sem alarme. Estávamos tranquilos pelo trabalho contínuo que fizemos, falando com as pessoas ao logo dos quatro anos.

 

JNB - Esperavam a diferença de votos alcançada?

Adilar – Eu acreditava em mais de 250 votos. Já tinha certeza da vitória e quando começamos as visitas aqui no centro, eu imaginei essa diferença sim.

Kiko – Um ponto importante nessa diferença foi a mobilização do grupo, das famílias. Todos estavam engajados com a gente num mesmo propósito.

 

JNB - Quando pretendem começar a transição de governo?

Kiko - Primeiro vamos fazer um encontro com nosso grupo da coligação e criar um elo de comunicação cm o atual governo municipal, para estabelecer uma Comissão de Transição. Isso para tomarmos ciência da atual situação do município e podermos traçar metas. Já temos apoio de deputados que nos ofereceram apoio no que precisarmos.

 

JNB - Podem citar alguns nomes que vão integrar seu governo? Secretários?

Kiko - Não temos nenhum nome definido para participar do governo. Não fizemos nenhuma promessa durante a campanha e isso será definido com o nosso grupo. Nosso objetivo era a eleição.

 

JNB - Como pretendem governar com uma câmara com a maioria de oposição?

Adilar – Acredito que os vereadores vão apoiar o que for feito em favor do município, independente de partido político.

Kiko – A partir de janeiro, todos iremos trabalhar pelo município, e não para partidos políticos. Com muito diálogo, tenho certeza de que todos os vereadores vão apoiar os projetos que forem bons para Nova Bréscia.

 

JNB - As esposas vão participar do governo?

Kiko – Ainda não falamos com elas sobre isso. É claro que elas vão participar de alguma forma do governo, pois elas tem sua representação diante da sociedade. Certamente elas farão parte do governo, direta ou indiretamente.

 

JNB - Mensagem para os brescienses

Kiko – queremos, primeiramente, agradecer a Deus pela oportunidade. A todas as pessoas que rezaram e oraram por nós, pelo apoio espiritual que tivemos de todos. Em janeiro, vamos caminhar juntos em busca de uma Nova Bréscia melhor para todos

Adialr – Agradecemos ao nosso grupo, que se mobilizou diretamente na campanha. Às nossas famílias, pelo apoio e ao povo brescienses que tão bem nos acolheu em suas casas.

“Queremos que o jovem sinta-se valorizado”

Marcos Antônio Martini, mais conhecido como professor Kiko, é o candidato a prefeito pela coligação Unidos por Nova Bréscia, formada pelos partidos PDT, PMDB e PSDB. 
Aos 51 anos de idade, Marcos é professor estadual, já foi vereador na legislatura de 1993 a 1996, e diretor de escola estadual por 15 anos.
Veja o que Marcos falou ao JNB em entrevista exclusiva.
 
JNB - Por que quer ser prefeito?
Marcos – Para trabalhar e administrar com seriedade os recursos públicos, buscando constantemente servir, investir e inovar nas diferentes áreas sociais e econômicas, valorizando e enaltecendo nosso maior patrimônio, o povo bresciense, que tanto merece.
 
JNB - Qual a ‘bandeira’ de sua campanha?
Marcos – Nossa bandeira é trabalhar para o povo e pelo povo de Nova Bréscia.
 
JNB - Se eleito, qual o desafio que seu governo deve enfrentar?
Marcos – O grande desafio será trabalhar com as incertezas econômicas, devido à crise nacional e a realidade econômica do nosso município. 
 
JNB - Qual o principal problema de Nova Bréscia atualmente, para o qual o senhor pretende buscar solução, se eleito?
Marcos – Nosso principal problema é a falta de oportunidade e incentivo, especialmente para o jovem. Queremos criar condições para fazer com que o jovem sinta-se valorizado para aqui permanecer, tanto no interior quanto na cidade, através de projetos de incentivo, de apoio e diversificação de oportunidades.
 
JNB - Qual sua primeira ação, no primeiro dia de trabalho, como prefeito eleito?
Marcos – Vamos arregaçar as mangas, enfrentar a realidade e, com passos firmes, com muita determinação, buscarmos, junto com o povo bresciense, construir alternativas para tornar, a cada dia, nosso município melhor.
 
JNB - Pretende manter todas as secretarias em atividade? Pretende criar alguma nova?
Marcos – Nossa meta é reduzir gastos. Caso seja possível, conforme a legislação, vamos reduzir cargos de confiança e outras funções e secretarias.
 
JNB - De que forma acredita que o município pode economizar para poder investir em novos projetos?
Marcos – Precisamos ter controle financeiro, em que todos os gastos e investimentos possam ser realizados de forma consciente, clara e transparente, pois se o recurso for bem aplicado, rende mais.
 
JNB - Cite um projeto que gostaria de implantar em seu governo.
Marcos – Queremos valorizar o ser humano proporcionando condições de bem-estar e vida digna, em que o munícipe sinta-se amparado pelo poder público com múltiplas oportunidades de aqui crescer e permanecer. Queremos cuidar, investir e valorizar o nosso produtor rural, nossa principal fonte de renda, bem como adquirir área para instalação de micro e pequenas empresas, suprindo e criando necessidades de trabalho.
 
JNB - Deixe uma mensagem aos brescienses.
Marcos – Estamos em nossa caminhada pedindo aos brescienses um voto de confiança, uma oportunidade para mostrar que com menos, podemos fazer mais.
 
 
 
O agricultor hortigranjeiro Adilar Lorenzon é o candidato a vice-prefeito na chapa de Marcos Antônio Martini. Aos 53 anos, Adilar já foi vereador por duas legislaturas, seguidas, de 2000 a 2008.
Veja o que ele falou ao JNB em sua entrevista:
 
JNB - De que forma acredita que o vice-prefeito pode colaborar na administração do município?
Adilar – Caminhado junto com o povo, ouvindo suas necessidades, bem como ajudando e fiscalizando as obras da administração.
 
JNB - Qual será seu papel na administração, se eleito?
Adilar – quero ouvir as pessoas, visitar as comunidades e levar suas necessidades à administração. 
 
JNB - Na sua opinião, no que Nova Bréscia precisa evoluir?
Adilar – Precisamos evoluir no setor primário, que é o setor que gera renda para nosso município. Também precisamos oportunizar capacitação aos nossos jovens e criar oportunidades de geração de emprego.
 
JNB - Se eleito, tem algum projeto que pretende dedicar-se pessoalmente?
Adilar – Meu objetivo de governo, ao lado do prefeito Marcos, será buscar recursos para investir em agroindústrias, micro e pequenas empresas, geração de emprego e moradias.
 
JNB - De que forma a população poderá participar das decisões em seu governo, se eleito?
Adilar – Através de visitas às comunidades, quando a população poderá colocar suas ideias, objetivos, angústias, construindo, desta forma, soluções em conjunto. Queremos valorizar a população durante toda a nossa gestão, uma gestão democrática, onde todos terão voz e vez.
 

“O valor maior que nós temos é a pessoa”

Após pouco menos de quatro anos afastado da Administração Municipal, Diógenes Laste volta a participar de uma eleição majoritária em Nova Bréscia. Depois de ter sido vereador em duas legislaturas e prefeito em mais duas, Diógenes volta ao pleito como candidato a prefeito pelo Partido Progressista.
Aos 55 anos, atualmente Diógenes é vice-presidente da Cerfox. No passado participou, ainda, da Famurs, como membro do conselho, e foi presidente do G10.
Na entrevista abaixo, ele conta ao JNB seus planos para o município, se eleito em dois de outubro.
 
JNB - Por que quer ser prefeito?
Diógenes – Acredito que reúno condições de dar continuidade ao trabalho já implantado nas administrações passadas, pela experiência que adquiri, buscando o desenvolvimento que nosso povo merece.
 
JNB – Qual a ‘bandeira’ de sua campanha?
Diógenes – Minha bandeira é que o valor maior que nós temos é a pessoa, oferecendo oportunidades de crescimento, atendendo a seus interesses.
 
JNB - Se eleito, qual o desafio que seu governo deve enfrentar?
Diógenes – Primeiro, temos que avaliar a situação atual para depois tomar decisões e medidas que venham de encontro às necessidades da população. Perante a crise, viabilizar nosso plano de governo será nosso objetivo e desafio.
 
JNB - Qual o principal problema de Nova Bréscia atualmente, para o qual o senhor pretende buscar solução, se eleito?
Diógenes – Precisamos melhorar a assistência e incentivo ao pequeno produtor e empresário, para que eles possam buscar o desenvolvimento de seus negócios.
 
JNB - Qual sua primeira ação, no primeiro dia de trabalho, como prefeito eleito?
Diógenes – Vamos reunir a equipe de governo buscando, juntos, um trabalho determinado, com parcerias e bom entendimento com a população bresciense.
 
JNB - Pretende manter todas as secretarias em atividade? Pretende criar alguma nova?
Diógenes – Não vamos criar novas secretarias. Para o bom andamento do município, todas são necessárias. Mas vamos avaliar a situação financeira e, dependendo do resultado, conciliar algumas secretarias para que os recursos possam ser aplicados da melhor forma, priorizando o trabalho dos bresciense.
 
JNB - De que forma acredita que o município pode economizar para poder investir em novos projetos?
Diógenes – Administrando os recursos com seriedade, acredito que haverá recursos disponíveis para novos projetos. Serei um batalhador na busca de recursos federais e estaduais para novos investimentos.
 
JNB - Cite um projeto que gostaria de implantar em seu governo.
Diógenes – Vamos trabalhar em todas as áreas. Temos como projeto, melhorar nossa praça e o parque poliesportivo, qualificando a oferta de lazer à população, oportunizando aos brescienses de diferentes idades, diferentes alternativas de lazer.
 
JNB - Deixe uma mensagem aos brescienses.
Diógenes – Como bresciense, sempre acreditei no potencial do nosso povo. Também acredito que o povo me dará a honra de administrar mais uma vez este município, orgulho de todos os brescienses e da região.
 
 
 
A Secretária da Saúde de Nova Bréscia nos últimos 11 anos é a candidata a vice-prefeita na chapa de Diógenes Laste. Helena Daroit, 60 anos, professora, ocupou o cargo nas duas gestões de Diógenes como prefeito, entre 2005 e 2012, continuando no cargo na gestão do atual prefeito, Gilnei Agostini, até licenciar-se para concorrer às eleições de dois de outubro.
Helena foi vereadora em duas legislaturas e secretária de educação em 1991 e 1992, na gestão de Gildo Giongo.
Veja o que Helena contou ao JNB.
 
JNB - De que forma acredita que o vice-prefeito pode colaborar na administração do município?
Helena – Assessorar o prefeito nas suas atividades administrativas, nas diferentes pastas; representar o prefeito quando necessário; estar atenta às necessidades dos brescienses e ser seu porta-voz, um elo de ligação entre a comunidade e a administração.
 
JNB -Qual será seu papel na administração, se eleita?
Helena – Coordenar os trabalhos da administração, especialmente nas áreas da saúde e educação.
 
JNB - Na sua opinião, no que Nova Bréscia precisa evoluir?
Helena – Queremos evoluir em todas as áreas, qualificando projetos existentes em benefício das pessoas. Nossa intenção é manter projetos, programas e contratos existentes, buscando qualificá-los cada vez mais.
 
JNB - Se eleita, tem algum projeto que pretende dedicar-se pessoalmente?
Helena – Quero por em prática os projetos do nosso plano de governo, tendo como meta prioritária a saúde.
 
JNB - De que forma a população poderá participar das decisões em seu governo, se eleito?
Helena – Vamos ouvir a população, criar um espaço em que as pessoas possam manifestar-se através de sugestões, ideias, especialmente com reuniões nas comunidades.
 

Cavalgada é encerrada com homenagem a Tio Ico

A 17ª Cavalgada Região dos Vales, que aconteceu de seis a 11 de setembro, teve seu encerramento em Nova Bréscia nesta edição.
A cavalgada teve início no dia seis de setembro, em Dois Lajeados. De lá, os cavalarianos partiram para São Valentim, onde passaram a noite. Na manhã do dia sete, rumaram para Vespasiano Corrêa, onde almoçaram. À tarde, seguiram para Muçum, para o jantar e pernoite. No dia seguinte, partiram para o trajeto mais longo da cavalgada, até Roca Sales. Lá almoçaram e seguiram para Capitão. Na manhã seguinte, rumaram para Marques de Souza, onde almoçam e passaram à noite. Na manhã seguinte, seguiram para Travesseiro, para o almoço e depois para Coqueiro Baixo, onde passaram a noite.
No domingo de manhã, dia 11/09, os cavaleiros chegaram a Nova Bréscia, quando percorreram a avenida Bento Gonçalves e dirigiram-se ao Parque de Eventos Manfroi. Lá houve uma solenidade para homenagear Alceu Paulo Giovanaz, o Tio Ico, homenageado da cavalgada desse ano. 
Ao meio-dia, houve almoço e, em seguida, apresentação do Ballet Folclórico Nova Bréscia Dança Show. Houve ainda entrega de lembranças a todas as entidades participantes da cavalgada desse ano, que contou com cerca de 130 cavaleiros e equipes de apoio. 
De Nova Bréscia participaram 18 cavaleiros e equipe de apoio, totalizando 30 pessoas envolvidas no evento.
O coordenador local da cavalgada, Neodir Borghetti, agradece a todos os colaboradores, aos participantes e à Administração Municipal pelo apoio.
A cavalgada chegou ao fim no dia 11, mas o grupo de cavaleiros manteve-se unido até o dia 20 de setembro, ponto culminante da Semana Farroupilha.
Eles montaram acampamento na Praça da Matriz, onde encontravam-se todas as noites para um churrasco ou um carreteiro, terminando com o estoque feito para a cavalgada.
 
Histórico do homenageado, Tio Ico
 
Alceu Paulo Giovanaz, Tio Ico
Filho de Sevério e Oneida Giovanaz, nascido em 18 de agosto de 1957, em Nova Bréscia, onde reside até hoje.
Quando piá, volteado por cavalos dos tios tropeiros, logo sentiu-se bem com estes matungos. Aprendeu a encilhar, andar a  cavalo e a conduzir uma tropa.
Tornou-se um indiozito calçado de esporas e relho na mão. Noites em tropeadas foi aquecido pelos aperos e lua de madrinhadeira.
Guri de conduzir arado, gritar com os bois na carroça, guri que encontrou na faca carneadeira e nas rodilhas de um laço de tentos firmes, uma profissão.
Com bois em seu laço na chincha e facas bem afiadas, foi se fazendo moço.
Em festas campeiras, conduzia o bico branco, entre estacas firmadas no chão, levando sempre para sua esposa Divamar e sua   filha Juliana, um orgulho de gaúcho campeiro e hoje para Luiza, sua neta, uma herança a ser cultivada.
Gaúcho de ideais firmados com bota no estrivo, trazia para Nova Bréscia a chama numa cavalgada de poucos viventes, queria que sua gente, cultivasse e respeitasse seus guerreiros Farroupilhas, até ser convidado por amigos de outras querências carregando, numa das mãos, a chama crioula e, noutra, sempre firme, as rédeas de seu pingo.
Cavalgada Região dos Vales, dias a passito, em seu cavalo amigo, percorrendo longas distâncias por um ideal de cultura.
Cavalos que amansou, cavalos que comprou, rifou, cavalos que ferrou, tosquiou e cuidou.
Gaúcho de poucas palavras.
Assim se fez homem honesto, forte e valente. Sempre bem pilchado. Homem que todos querem ter por perto, Gaudério que ama sua pátria pampa.
Juliana Giovanaz – 
20 de setembro de 2016
 
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