E os loucos foram para a Argentina

Estar presente em uma final de Libertadores é o sonho de qualquer torcedor. Este ano, os gremistas tiveram esta oportunidade e não deixaram escapar. Conforme o Grêmio foi avançando na competição, um grupo de amigos de Nova Bréscia e Coqueiro Baixo foi alimentando este desejo, o qual foi se tornando cada vez mais real. 
Durante uma reunião do consulado bresciense, para a organização do Almoço Gremista, que acontece no dia nove de dezembro, eles combinaram que se o Grêmio chegasse à final, iriam tentar participar, já que por ser na Argentina ficaria mais acessível.
E a promessa foi cumprida. No dia 29 de novembro, os 10 amigos estavam na Argentina. Tiago Daroit, Tiago Magagnin, Mateus Vendramin, Flávio Spessatto, Rafael Spessatto, Douglas Biondo, Leandro Giovanaz, Charles Berti, Luciano Conte e Marino Provinelli contam que foi uma verdadeira batalha chegar lá. No primeiro lote de ingressos foram disponibilizados quatro mil ingressos e apenas o Tiago Daroit e o Douglas Biondo conseguiram. Após o primeiro jogo da final, o Grêmio disponibilizou mais mil ingressos. Depois de horas na fila em frente ao computador, eles conseguiram os outros oito que faltavam.
Eles contam que a viagem foi tranquila, mas bem cansativa. Saíram às 10h do dia 28/11 de Nova Bréscia e chegaram em Porto Madero na Argentina, local da concentração dos gremistas, às 14h do dia 29/11. Dali, saíram com destino a La Fortaleza, estádio do Lánus, escoltados pela polícia. Eram cerca de 130 ônibus de torcedore. Contam que o trajeto foi tranquilo e não passaram por nenhum tipo de risco. 
A torcida do Grêmio tinha cerca de seis mil torcedores, mas o grupo conta que a impressão era de que havia muito mais, pois o espaço estava completamente lotado e o barulho era ensurdecedor.
“Pra falarmos sobre a sensação de estar na final, precisamos falar desde o primeiro momento em que decidimos ir. Fomos taxados de loucos pela maioria das pessoas. Todos diziam que iríamos pra lá para apanhar e que, além de tudo, voltaríamos derrotados. Mas desde o primeiro momento, o nosso grupo decidiu pensar sempre pelo lado positivo da história. Era um sonho que estava prestes a se realizar e que ficaria pra sempre na memória de todos nós. A sensação de estar lá foi única e indescritível, ficamos na história. Daqui a 50 anos, olharemos as fotos e vídeos e poderemos dizer que fizemos parte da Batalha de La Fortaleza, e melhor ainda, voltamos de lá Tri Campeões da América. Fica a dica pra quem tem algum sonho, seja ele qual for: dificuldades e medo a gente sempre vai enfrentar, mas não pode ser maior que a vontade de vencer e realizaR”, desabafam os 10 “loucos”.
Eles comemoraram no estádio junto com os jogadores, ficando por lá durante umas duas horas, após o final do jogo, até a torcida deles irem embora. 
Agora, o grupo está focado na realização do Almoço Gremista, dia 09/12 e devem ter alguma programação especial durante o mundial. Na final da Libertadores houve telão ao ar livre para que os gremistas pudessem acompanhar o jogo, o que pode se repetir no dia 16/12.

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