Começam as obras da Casa Mortuária

A Paróquia São João Batista iniciou, no começo de abril, as obras de construção da sua nova Casa Mortuária. A antiga capela já foi demolida e o terreno está sendo preparado. A nova mortuária será construída no mesmo local da atual, mas com seu espaço ampliado. Para isso, as árvores que ficavam em frente ao cemitério, na Rua Sete de Setembro, foram cortadas a pedido da Paróquia.

Segundo o Presidente da Paróquia, João Carlos Biasibetti, duas das quatro árvores foram cortadas pois eram muito grandes e invadiam o terreno do cemitério, impossibilitando a construção do novo prédio. Já as outras duas foram cortadas a pedido de pessoas da comunidade que temiam a queda das árvores em cima de túmulos e capelinhas. Além disso, segundo João, como as árvores estavam na calçada, os troncos e raízes dificultavam a passagem dos pedestres. A intenção é plantar árvores de menor porte, mais adequadas ao local.
Conforme o projeto, a nova Capela Mortuária será equipado com espaço para velório, com capacidade para 40 pessoas sentadas, com paredes de vidro. Na parte externa, uma ampla área vai oferecer mais espaço para as pessoas circularem, com visibilidade para a parte interna da casa mortuária. A parte interna será equipada com banheiros, copa, depósito e quarto para descanso.
Segundo o Padre José Grilli não há valores exatos ainda, mas a estimativa é que a obra deva custar de R$ 150mil a R$ 200mil. A obra será custeada com recursos próprios da paróquia.
 
Terreno está sendo preparado para a construção da nova Casa Mortuária. 

Vistorias em residências intensificam combate ao aedes aegypti

A Secretaria da Saúde de Nova Bréscia elaborou um plano de ações de combate ao mosquito aedes aegypti e apresentou a funcionários públicos em duas capacitações realizadas nos dias 18 e 19 de fevereiro. Segundo a enfermeira da Unidade Sanitária do município, Nédia Felini Mena, o plano é uma recomendação do Governo Federal a todos os municípios, promovendo uma “guerra” contra o mosquito transmissor de doenças como a dengue, a chikungunya, o zica. Recentemente levantou-se suspeitas de que outros vírus também possam estar sendo transmitidos pelo mosquito, mas sem confirmação.
Nédia explicou que o plano de combate ao mosquito foi desencadeado pelo surto de zica vírus e microcefalia ocorrido no ano passado, especialmente na região nordeste do país. Assim, ações conjuntas que envolvem secretarias municipais como a da saúde, da educação, de obras e agricultura estão sendo desenvolvidas.
As agentes de saúde estão visitando todas as residências do município, orientando os moradores e procurando possíveis focos de mosquito, já que a grande maioria dos focos de aedes aegypti são encontrados dentro das casas ou nos seus pátios. A orientação é simples: não deixar água parada. Segundo dados científicos, o ciclo do mosquito é de sete dias, entre a fêmea colocar os ovos e estes se transformarem em larvas. Assim, a orientação é de que uma vez por semana, as pessoas façam uma vistoria em suas casas e quintais para eliminar água parada.
- Nosso plano é disseminar conhecimento sobre o combate ao mosquito. Se cada um fizer a sua parte, o mosquito não nasce – explica Nédia.
A Agente de Combate a Endemias, Elisiane Zanatta, falou sobre as recomendações que estão sendo repassadas em cada residência. Disse que na maioria das casas, as agentes são bem recebidas e acompanhadas para uma inspeção na casa e arredores. No entanto, há casos em que os moradores não permitem a vistoria, o que dificulta o trabalho dos profissionais.
Até o momento, não foi encontrado mosquito ou larva do aedes aegypti em Nova Bréscia. Nédia esclareceu que há um mosquito muito parecido com o aedes aegypti, denominado aedes albopictus, que também tem as patas rajas de preto e branco. Porém, o corpo é mais escuro e tem menos pintas brancas do que o aegypti. Mas, na região, já foram encontradas larvas do aegypti em Lajeado. Casos de dengue foram registrados em Doutor Ricardo e em Lajeado, mas o vírus foi contraído em outras cidades.

Esporte que alia saúde e lazer conquista fãs no município

Uma nova atividade esportiva está caindo no gosto dos brescienses. O ciclismo está ganhando a cada dia mais adeptos, atraídos pelos benefícios do esporte para a saúde, mas também por proporcionar momentos de lazer e fortalecer vínculos de amizade.
Um dos pioneiros no esporte no município é o empresário Claúcio Scartezini. Praticante há mais de três anos, Cláucio confessa que o esporte exige grande esforço físico e persistência.
- Mas, para quem fica sempre no mesmo serviço, dentro de um estabelecimento fechado o dia inteiro, é uma distração. Além disso, se faz muitos amigos. – conta Cláucio.
Outro adepto do esporte há cerca de dois anos, Adriano Rockenbach, diz que começou a praticar o ciclismo para complementar seu condicionamento físico, bem como no tratamento e prevenção de lesões. Hoje, ele afirma que o ciclismo tornou-se sua principal atividade física. 
- Comecei andando sozinho e aos poucos fui reparando o aumento de praticantes desse esporte na região e principalmente em nossa cidade, onde as pessoas buscam melhor qualidade de vida. É um esporte 100% saudável e podendo ser praticado por qualquer pessoa, de qualquer idade – lembra Adriano.
Atualmente, tanto Cláucio quanto Adriano pedalam em grupo. Os dois dizem estarem felizes por terem companhia para pedalar. Afirmam que além do exercício, as pedaladas são uma forma de fazer amigos, passar momentos de lazer e diversão.
Normalmente, os grupos pedalam longas distâncias, pois suas bicicletas são específicas para este tipo de esporte, mais leves e com marchas que facilitam a pedalada. O grupo formado por Claúcio, Katiano Radaelli, Fabrício Conte, Rogers e Robson Mella gosta de pedalar pelo asfalto, geralmente ida e volta até o pedágio de Encantado. As pedaladas mais longas acontecem nos finais de semana, quando todos tem mais tempo disponível. Mas, durante a semana, passeios mais curtos também acontecem.
Já Adriano pedala pelo menos três vezes por semana. Durante a semana, ele e o grupo andam no final do dia pelos arredores do município, cerca de duas horas em trajetos que variam entre 20 e 35 km. Já nos finais de semana, escolhemos roteiros mais longos, principalmente turísticos pela região, quando, em uma média, pedalam de quatro a cinco horas e uma distância de 45 a 65 km.
Há ainda os grupos formados por famílias, como a Paludo. Vilson, Viviane e Vitória pedalam há cerca de seis meses. A mãe, Vivi, diz que começaram a pedalar para acompanhar a filha Vitória, que precisa de atividade esportiva regular. Elas já frequentam a academia semanalmente, mas procuravam um esporte que aliasse lazer e diversão. O ciclismo foi a escolha da família. Atualmente eles andam até Linha Borgueto quando Vitória está junto, já que é um trecho de asfalto e mais curto. Quando ela não está, procuram rotas diferentes pelo interior do município. Mas as distâncias não são tão longas, já que a família tem apenas uma bicicleta especial para o esporte.
- Quando a Vitória pedala com a gente, a bicicleta especial para o esporte fica com ela. Quando ela não está, nos revezamos. A intenção é comprar uma para cada um, mas com calma, pois é um equipamento caro. Também integram o grupo de pedaladas o primo de Vitória, Jian Paludo, e a tia Aline Valmorbida.
O profissional de Educação Física, Katiano Radaelli, que pratica o esporte há cerca de dois anos, cita alguns benefícios do ciclismo: 
*Melhora capacidade cardiovascular (melhora da resistência aeróbica).
*Baixo impacto para as articulações. 
*Melhora resistência muscular localizada, principalmente dos membros inferiores e tronco.
*Melhora da coordenação e equilíbrio do corpo.
*Pode melhorar o nível de energia em até 20% e diminuir a fadiga em até 65% segundo estudo publicado no Psychotherapy and Psychosomatics. Devido liberação de dopamina neurotransmissor responsável por suprir a energia do corpo.
*Diminui gordura corporal, pois pode ser consumido de 300 a 500 calorias por hora, dependendo da intensidade que for feito.
*Controla colesterol, pois aumenta circulação de sangue nas artérias e o maior fluxo evita que o colesterol ruim se acumule nelas.
*Combate ao estresse.
Adriano salienta que a atividade é saudável tanto para o corpo como para a mente. 
- Renovamos as energias para o nosso dia a dia, desfrutando de paisagens que às vezes passam despercebidas e na companhia de amigos. Recentemente formamos um grupo não oficial no watszap chamado “Bréscia Bike” onde add todos que estão pedalando frequentemente em nossa cidade para marcamos os horários e roteiros dos pedais. Atualmente contamos com cerca de 20 ciclistas que dividem horários e roteiros diferenciados conforme a disponibilidade. Temos a intenção de oficializar o grupo e participar de desafios e passeios de bike pela região e estado – revela Adriano.
- Estes grupos podem ser um começo para, quem sabe algum dia, alguém participar de uma competição e se destacar no ciclismo em Nova Brescia – projeta Cláucio. – Só ainda não temos um espaço específico para pedalar, como uma ciclovia, o que exige que tenhamos muita atenção para pedalar no asfalto, pois estamos sujeitos a atropelamentos constantes – alerta.
 
 Família Paludo, Jian, Vitória e Vilson (foto acima), e as irmãs Aline e Viviane Valmorbida (abaixo)
 
 
Dayane Siqueira, Laís Scartezini e Roberto Caumo
 
Moisés Ceratti, Maurício Dutra, Adriano Rockenbach e Ederson Valandro
 
driano Laste, Adriano Rockenbach, Cristiano Dalpian e Nando Schena.
 
 
 
Na foto, o grupo formado por Rogers Mella, Cláucio Scartezini, Katiano Radaelli e Robson Mella. À frente, o futuro ciclista Pedro, filho de Cláucio.

A luta pelo asfalto

O prefeito de Coqueiro Baixo, Veríssimo Caumo, junto com uma comitiva formada por autoridades de Coqueiro Baixo e Nova Bréscia, estiveram na Secretaria Estadual dos Transportes para conversar com o secretário Pedro Westphalen. Na pauta a incansável busca pelo asfaltamento dos nove quilômetros da ERS 425, entre os dois municípios.
Na comitiva estavam os prefeitos Veríssimo Caumo e Gilnei Agostini de Nova Bréscia, os presidentes dos legislativos Ireno Segabinazzi de Nova Bréscia e Roberto Carlos Bertol de Coqueiro Baixo, os vereadores conqueirenses Luciano Ongaratto, Jocimar Valer e o coordenador de educação Mauro Bonacina. O prefeito Veríssimo convidou ainda para integrar a comitiva o empresário Darci Giovanella, responsável pela obra, os deputados estadual Alexandre Postal e federal Alceu Moreira, ambos do PMDB, e o coordenador da Superintendência Regional de Estradas de Rodagens, Luciano Faustino da Silva.
Veríssimo afirmou que saíram da reunião esperançosos de que a obra deverá ser iniciada em breve. O secretário Pedro Westphalen comprometeu-se em visitar o trecho no dia 16 de abril, data em que o município comemora seu aniversário de emancipação. “Neste dia, uma grande festa será realizada integrando os agricultores de Coqueiro Baixo e também os de Nova Bréscia, oportunidade em que o secretário falará aos presentes sobre as condições do Estado e quem sabe na ocasião ele baterá o martelo, dando início à obra. Nada está confirmado, é simplesmente uma suposição” enfatiza Veríssimo.
 
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