Pensamento Atual

Enio Macagnan (www.macagnan.cjn.net)

JNB 252 - 26 de outurbo de 2012

 

Construindo a própria história
Já no dia de nosso nascimento iniciamos um aprendizado que se estenderá até o final de nossos dias. Aprendemos a chorar, a mamar, a sorrir. Aprendemos a balbuciar as primeiras sílabas, palavras, frases... Aprendemos a engatinhar, a caminhar... Todo esse aprendizado diretamente das pessoas que nos cercam. Aprendizado entregue a domicílio.
E assim ocorre nos anos seguintes, onde se aprende inúmeras coisas, se grava informações sobre o que aconteceu, quem foram as pessoas que fizeram acontecer. Aprendemos fórmulas e como aplicá-las. 
Aprendemos também regras de comportamento, ditadas pela sociedade para padronizar nosso jeito de ser, de agir e de tratar as pessoas.
Tudo isso não deixa de ser importante. Afinal, para se viver em paz na sociedade é necessário cumprir algumas regras. Precisa, também, conhecer fórmulas, a gramática, saber trabalhar, etc.
Nessa realidade, somada ao fato de vivermos num país de cultura paternalista, onde a maioria pensa que tudo emana do poder, existe a propensão de esperar que nos digam o que devemos fazer e aprender, e como fazer, além de correr o risco de viver como seguidores de alguns, copiadores do passado, etc.
A escola e a sociedade ainda não estão suficientemente empenhadas para ensinar que as pessoas podem fazer diferente e melhor do que já foi feito. Que não precisa se espelhar em alguém transferindo para nós o seu jeito de ser para sermos alguém. Que não é porque alguém já “inventou” que não se pode fazer de forma diferente e muito melhor. Ou inventar um jeito de realizar.
As pessoas, mesmo vivendo em sociedade com comportamento padronizado (que não está errado), podem ser diferentes, pensar por si, agregar valor ao que realizam, e ser elas mesmas.
Aí está o segredo, cada pessoa ser ela mesma. Pensar pelo menos algumas vezes por si. Criar, inovar. Estar ciente que não nasceu para copiar durante a vida toda, ou apenas para fazer parte de realizações. Existe muita preocupação pelo que os outros poderão falar de nós se decidirmos ser diferentes. E isso pode interferir negativamente em nossa personalidade, em nossa individualidade.
Para uma pessoa ser ela mesma, viver sua própria vida, deve aprender a olhar para dentro de si, identificar aquelas potencialidades que a vida lhe brindou e que estão adormecidas num cantinho oculto dentro dela. Identificadas, deve trazê-las à tona, à realidade, para fazê-las acontecer.
Não pode esperar que lhe digam sempre o que deve fazer. Deve ter iniciativa. Deve aprender a conduzir, a liderar, a ser artífice de seus atos, de suas realizações, de sua vida. Deve aprender a preferir ser ator ao invés de plateia. Quando alguém é plateia é apenas mais um no meio da multidão, um figurante talvez. Mas se decidir ser ator, será diferente, terá plateia, ganhará visibilidade, e fará a diferença.
Deve deixar um rastro visível, construtivo e rico de sabedoria por onde passar. Deve se transformar em caminhos para muitas outras pessoas. Não deverá contentar-se de fazer parte da história: deve ser a história, escrevê-la com sua inteligência, com vontade, com perseverança, com fatos e com sua vida. Escrever a própria história.
Quem se preocupa em fazer sempre melhor ou diferente o que faz, ou o que já foi feito, está construindo a sua própria história. Está fazendo a diferença, tornando-se referência para as outras pessoas, além de admirá-lo, passam a seguir seus passos, a fazer parte de sua vida.
Ser referência para as outras pessoas exige um elevado grau de responsabilidade. Nossos gestos, atos, pensamentos e nosso modo de ver o mundo serão admirados e copiados por muitos. Daí a importância de agir com responsabilidade e maturidade, pois, além de estar construindo a própria história, está incentivando os outros a construir a sua história também. Nossos acertos e erros influenciarão a história deles. É uma questão de grande responsabilidade.
(O texto está disponível no blog www.eniomacagnan.blogspot.com)
* www.macagnan.cjn.net

JNB 248 31 de agosto de 2012

 

Minha homenagem
 
Através desta coluna quero prestar uma homenagem a quatro pessoas muito queridas, que marcaram muito a minha vida, cada uma delas de seu jeito, mas todas contribuíram muito para minha formação, minha maturidade, meu amor à vida.
Começo pelo meu pai (Santo), o primeiro a nos deixar. Sua simplicidade, responsabilidade, sabedoria e amor à família e aos amigos estão muito claras e vivas na lembrança de todos aqueles que o conheceram. Jamais mediu qualquer sacrifício para atenuar as dificuldades das pessoas, ou para melhorar a vida de quem quer que seja. Calmo, trabalhador, responsável, criativo, amigo, sábio. Sua sabedoria ia além dos limites de nosso conhecimento. Sempre tinha uma palavra de conforto, um conselho amigo. Seu amor para conosco, além de imenso, foi, é e será eterno. Seu nome está escrito para sempre em nosso coração.
Minha mãe (Vilma), com seu estilo próprio de agir, de viver, de amar. Viveu sua vida inteira voltada à família. Mesmo que quisesse não conseguia disfarçar. Simplicidade, singeleza. Surpreendia às 

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