Pensamento Atual

Enio Macagnan (www.macagnan.cjn.net)

JNB 283 - 13 de fevereiro de 2014

Transformar-se para transformar
A vida é um processo constante. Ela começa no dia da nossa concepção e se encerra em nosso último suspiro. Pelo menos a vida terrena. É como se as cortinas fechassem, e a gente ficasse de um lado, e a plateia de outro, mas sem se ver.
Durante esse processo, muitas coisas acontecem, ou poucas. Depende. Muitos fatos serão marcantes e marcarão nossos dias e os dias de muita gente. Pode-se viver esperando as coisas acontecerem. Ou pode-se fazer essas mesmas coisas acontecerem. Esta é a questão: aguardar passivamente, ou ser seu próprio artífice. Deixar acontecer ou fazer acontecer. Ser conduzido pela vida ou viver a vida, conduzindo-a.
Todo início prevê um fim. É obvio, pois tudo o que é material tem seu período de vida. Ser humano é fazer parte deste estado material. Se cada humano tem um começo (nascimento) e um fim (morte), tudo de material que o envolve também tem um tempo limitado.
Se todo início é prenúncio de seu próprio fim, vale a pena começar? Para os fatalistas e pessimistas, não. São aqueles que esperam que tudo aconteça. Já para aqueles que optam por administrar a própria vida tudo é diferente. Mesmo cientes que muito pode acontecer à revelia de sua vontade ou de sua previsão, não se entregam à passividade dos fatos. Geram os fatos, ou no mínimo os transformam. 
As casas, por exemplo, não importa se grandes ou pequenas, suntuosas ou simples, são todas construídas à base de elementos existentes na natureza. A capacidade, a vontade e a persistência humana transformam esses materiais, tornando-os habitações que abrigam bilhões de pessoas. Seria mais simples deixar tudo em seu estado natural e abrigar-se sob árvores, em cavernas, em buracos, ou ao relento. O exemplo pode parecer forçado, mas é real, faz refletir que tudo o que é transformado teve um começo muito diferente. Assim, toda vez que se decide ser ator ao invés de plateia, participa-se do processo de transformação da vida. 
É importante parar para refletir sobre a vida e sobre o que ela espera de cada um. É uma forma de se dar valor. Refletir sobre os próprios feitos, naquilo que já se conquistou, na garra necessária para se perseguir aquilo que não se alcançou, mas que se deseja muito alcançar. Refletir é dizer para si mesmo que ainda há espírito de luta e esperança. 
A reflexão é um caminho muito eficiente para se escolher os objetivos que realmente valem a pena perseguir, e para descobrir os melhores caminhos para atingi-los. Refletir sobre as vitórias obtidas, sobre as derrotas. As vitórias conquistadas ensinam o caminho para outras vitórias. As derrotas são lições de vida, e elas podem se tornar marcos de empreitadas seguras e promissoras de conquistas duradouras.
É muito importante deixar claro que todos podem administrar a própria vida, fazer as coisas acontecerem e transformar os imprevistos. Ninguém nasce para ser menos capaz que os outros. Basta fazer a própria parte. Buscar respostas através da reflexão, da inteligência e do trabalho. Não precisa buscar grandes feitos. Os pequenos feitos, somados, podem ser muito mais importantes do que grandes realizações isoladas. Não se pode esquecer que toda matéria é formada por minúsculas partículas. Também não precisa ter a preocupação de ser notado. Lembremo-nos do sol: ele está aí todos os dias, dando-nos luz, calor, energia, vida... sem receber qualquer pagamento ou reconhecimento. E nem por isso deixa de cumprir sua missão.
Na vida de cada um, as conquistas são obtidas pouco a pouco. E a soma das pequenas conquistas se transforma em grandes feitos, em grandes vitórias. E é preciso que cada uma dessas pequenas conquistas chegue ao seu final, para poder começar outras, e outras, e tantas outras quantas forem necessárias.
É bom lembrar que tudo o que se começa terá um fim: é o prenúncio de uma conquista e, consequentemente, a possibilidade de se recomeçar e obter outras, outras, e muitas outras conquistas.
Por isso, olho no horizonte: ele está sempre aí disponível para ser alcançado. Para alguns ele pode estar muito distante. Para outros, muito próximo. Mas, a sua distância é proporcional à intensidade da força e da vontade de cada um. Horizonte é vida. É combustível que impulsiona a engrenagem dos passos rumo ao crescimento, à realização, às vitórias. Olhar para o horizonte e seguir em seu encalço é a diplomação dos vencedores.
 
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JNB 281 - 16 de janeiro de 2014

Cinco anos é a previsão para extinção dos  campos  de futebol  de  várzea em  Porto Alegre (parte II)
                      
Conforme prometido na coluna anterior darei  continuidade sobre  campos  de  várzea e sua  provável extinção nos próximos cinco anos  em Porto Alegre.
  Versamos,  na ocasião,  sobre alguns campos: Araribóia; Ramiro Souto (Redenção); Parque Marinha do Brasil (dois  campos); Parcão; Pedro Alim (Zona  Norte  no Passo  D’Areia). Orla do Guaíba, iniciando pelo  pôr  do sol  até o Gigante da Beira Rio

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JNB 272 - 22 de Agosto de 2013

Reflexões pontuais
Vem aí “Reflexões pontuais”.  É uma coletânea de textos que versam sobre liderança, motivação, política e educação. A maior parte foi publicada no decorrer desses anos no JNB-Jornal Nova Bréscia. O livro já está sendo impresso, em sua fase final, e brevemente estará disponível.
O lançamento deste livro tem o objetivo de atender a pedidos formulados por grande parte dos meus leitores, que desejam

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