Palavra da Editora

Deise Delazeri (Editora)

JNB 293 - 10 de julho de 2014

Estava com uma capa para o JNB desta semana planejada, mostrando a festa dos brasileiros por terem chegado à final da Copa. Tinha também pensado em fazer uma enquete com os palpites do placar para a final. Mas não fiz, estava com medo da Alemanha, na minha opinião, o time mais bem estruturado da competição. Como Brasil não tinha mostrado bom futebol nas partidas anteriores, a dúvida da vitória surgiu.
E a intuição estava certa. Em parte, é claro. Pois pensava que poderíamos perder, mas não desta forma. Aliás, ninguém, nem o brasileiro mais pessimista, nem o alemão mais otimista poderia prever esta catástrofe.
Incredulidade total!
Não acredito que o time seja tão ruim a este ponto. Parece-me que faltou estrutura psicológica. Eles não seguraram a barra e não souberam lidar com a pressão de jogar em casa e ter que conquistar o título.
O “apagão” não aconteceu somente contra a Alemanha. Já nas oitavas, contra o Chile, o time demonstrou sua instabilidade emocional. Durante o jogo e antes das cobranças dos pênaltis. Sei que homem também chora, mas antes das penalidades???? Fala sério. Ali, e não com a saída de Neymar, é que o time literalmente desandou.
 

JNB 292 - 26 de junho de 2014

Copa
E não é que o clima da Copa chegou? Há poucos dias do início do evento mundial, estava me queixando que não havia clima de copa, que nas copas anteriores, mesmo sendo em outro país, parecia que estávamos mais envolvidos.
Creditei este sentimento ao fato de nós, brasileiros, agora estarmos vendo de perto tudo o que foi gasto (e continua sendo) para realizar o evento. Não conseguimos engolir bilhões sendo investidos em estádios que, depois da copa, ficarão praticamente abandonados.
Mesmo assim, e apesar de tudo isso, o clima da Copa chegou. É inevitável não ser contagiado pela alegria das torcidas, a confraternização entre pessoas do mundo inteiro. A torcida pelo time brasileiro também está motivando, mas, para mim, não é o principal nesta Copa. O brasileiro está sendo o astro do evento. Não se fala noutra coisa: a hospitalidade dos brasileiros. 
Disso, podemos nos orgulhar.
 

JNB 291 - 12 de junho de 2014

Sem consequências
Parece que ninguém deu importância, mas eu, particularmente, fiquei bastante desapontada com a confusão ocorrida durante a final do Campeonato Municipal de Futebol deste ano. Eu estava em campo, fazendo fotografias para registrar este importante momento, mas não consegui (não tive sangue frio) para registra fotos do momento da confusão envolvendo jogadores, dirigentes e seguranças das equipes em campo. Se tivesse registrado, as publicaria, para avaliar se alguém mais se importaria com a briga.
Digo isto porque no local, parecia que aquilo tudo era muito natural, como “fazendo parte” do espetáculo. Eu fiquei assustada e o fato de eu ser mulher não explica, pois havia outras mulheres no estádio que não se abalaram. Então, será que estou errada em condenar atos como aquele? O mundo é isso aí mesmo e temos que nos adaptar?
Até que me provem o contrário, acho degradante, tanto para o esporte, quanto para a convivência em sociedade.
 
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