JNB 278 - 28 de novembro de 2013

AÇÃO
Toda a ação encontra freio em antiga moral. O homem, antes de cair, desde que não esteja louco, nem sob efeito de forte estimulante, faz uma reflexão, penetra na base educacional e é de lá que extrai os comandos. A ação, dessa forma, perde a espontaneidade, subordinando-se a princípios gravados na mente, pré-estabelecidos pela sociedade virtualizando uma existência pacífica.
O ser humano, no uso de livre arbítrio, tende a contrariar a principiologia do que lhe investiram no passado, adaptando-se a outros tempos ou indo imaginariamente à frente do seu tempo,criando, portanto, novo modo de agir e de viver. O inculto faz isso
 sem sentir, levado pelas circunstâncias. É a evolução natural em seus avanços e recuos, conforme se dê bem ou mal na ação. Processo lento em que o sumo do conhecimento decanta na memória o que serve e o que não serve, o que traz a paz e o que faz a guerra, o que reflete amor ou desamor. Assim, forma-se, por milênios, um sistema de vida.  
Diferentemente acontece em relação à pessoa gerada e criada na civilização dos cultos.  Primeiro já vem com uma carga genética de fácil moldagem. Segundo, desde o início, a sociedade imprime o nivelamento cultural a todo novo ser que nela desponta. Desde cedo, tanto na família quanto na escola, encontra-se o humano vivente com os fundamentos da antiga, moderna e contemporânea norma de vida, de forma racionalmente codificada na língua falada ou escrita, restando-lhe apenas absorver a avalanche de conhecimento que lhe transmitem, em curto espaço de tempo, para tornar-se senhor e possuidor de uma nova personalidade, com linha para procedimentos flexíveis e harmoniosos, tal como a pauta musical, até a complexidade de uma sinfonia.
O ser assim preparado tem condição de destacar-se da sociedade, empunhar a batuta no setor de agrado para reger a música do desenvolvimento, à qual vão aderindo, aqueles menos favorecidos na origem.            
Então, o que fazer para criar uma sociedade desenvolvimentista? Três caminhos:
1º - investimento maciço nacional e inadiável na extinção do analfabetismo (a pessoa iluminada pelo saber, vai sozinha ao céu dos seus sonhos, pedindo linha como a pipa que menino solta ao vento, e tende às alturas);
2º - a especialização das escolas num contesto regional, conforme a exigência produtiva e mercadológica até a universidade;
3º - a retomada da reorganização familiar que entrou em decadência a partir da emancipação da mulher com a fragmentação do lar, proporcionando aumento da delinquência infantil e consequente reflexo na juventude.
Não é fácil equacionar uma sociedade para transformá-la em força e produção geradora de riqueza. Todas as Nações que estão em primeiro mundo, não descuraram da família, da educação e da especialização das pessoas para dignificar participando da força do trabalho.
O resto se conquista pela riqueza que o trabalho gera. O homem tem dignidade quando vive do suor de seu rosto. O Estado-Nação tem o dever de proporcionar a seus filhos essa dignidade, com base nos princípios da cidadania.
 

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