JNB 267 - 13 de junho de 2013

Dois grandes desafios para 2014: Copa do mundo e eleições

            Desde o momento que o Brasil foi escolhido para ser a sede da copa do mundo de 2014, muita vibração, muita euforia, muita comemoração, principalmente nos centros maiores, onde serão palco dos grandes jogos que chamarão a atenção do mundo inteiro. Sem dúvida, são fatos marcantes que ficam gravados em todos brasileiros, por isso, que recordamos com muita tristeza a derrota que sofremos pelo Uruguai, em 1950, quando bastava um empato e saíamos ganhando por 1 x 0 e no finalzinho levamos o segundo gol. muitas lágrimas do povo brasileiro.

            Depois de 64 anos, retorna ao Brasil a copa do mundo, mesmo com uma boa estrutura que temos e bons estádios, precisamos

 investir bilhões e bilhões de reais para deixar a contento das exigências dos comandantes do futebol, e tudo está voltado e direcionado para satisfazer os objetivos programados e que terão de ser cumpridos.

            Gosto de futebol, mas a gente tem de ter prioridades e não tenho nada contra os que aplaudem a iniciativa do governo brasileiro de gastar bilhões de reais para realizar as duas copas, mas me recuso a ser puxa-saco de governo que gasta fortunas colossais com as duas copas e continua miseravelmente abandonando a saúde pública, jogando os pacientes nacionais à dor, à mutilação e à morte. Cada gol marcado nas duas copas corresponderá a milhares de pacientes abandonados à própria sorte, a milhares de pessoas abandonadas à própria sorte, a milhares de pessoas não atendidas nas emergências dos hospitais, a milhares que morrem sem cirurgias e sem consultas.

            No delírio da saúde, chego a imaginar todos os jogos de futebol das duas copas sendo arbitrados não por juízes de vestes coloridas, mas por médicos e enfermeiros vestidos de preto, os juízes e os bandeirinhas em luto pela saúde brasileira. Talvez algum dia o Brasil sediará a copa do mundo da saúde, pois hoje lotando os estádios construídos pelos contribuintes, amanhã perecendo como pacientes recusados pelo sistema sinistro.

            Para os estrangeiros, ao verem o fausto dos estádios e de todas as outras obras em torno de duas copas, imaginarão que quem faz duas festas faustosas dessas com certeza atende bem seus doentes. O futebol estará em alta, os doentes em baixa, doentes que não recebem alta porque nunca conseguiram dar baixa nos hospitais.

            Mas não se preocupem somente com o futebol, pois o ano de 2014, será de eleições também e aí seremos lembrados pelos nossos candidatos que baterão as nossas portas para pedir apoio e o nosso voto, para uma classe tão desacreditada que envergonha o nosso país em termos tão negativos representantes.

            Copa do mundo, eleições e olimpíadas, três fatos marcantes que acontecem no nosso país, mas gostaríamos de viver mais uns anos, para ver as consequências negativas que pagaremos e se não formos nós, serão as futuras gerações que sentirão na sua carne as cicatrizes deixadas e que durarão, sem dúvida, por muito tempo.

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