Exemplo de Páscoa do Papa Francisco

 

Os exemplos deixados por Jesus Cristo deveriam ser vivenciados no dia a dia e não somente uma vez por ano. Neste ano, uma demonstração de amor e valorização aos menos favorecidos nos foi deixada pelo Papa Francisco.
Os políticos brasileiros e as autoridades em geral têm
 muito a aprender com o Papa Francisco, esse Argentino que em três semanas conquistou admiradores no mundo inteiro. Primeiro, pelas lições de humildade que vem dando desde que foi escolhido pelos cardeais para o trono de Pedro. Ao recusar o manto vermelho, um dos símbolos do poder, o Papa teria dito que o carnaval acabou. Quantos presidentes, governadores, senadores, deputados, prefeitos ou vereadores recusariam uma das vantagens, reais ou simbólicas acopladas no poder?
O Papa abriu mão do anel e do crucifixo de ouro e dos sapatos vermelhos de pelica fabricados pela Geox, sinônimo de conforto para os pés. Tem aparecido usando sapatos pretos de sola de borracha, compatíveis com seu discurso em defesa dos pobres, um contraste com os políticos que pregam a distribuição de renda mas não abrem mão de roupas e calçados importados ou os que defendem os vinhos nacionais, mas bebem champagne francês.
E a moradia então? O Papa Francisco não quis saber de morar na residência episcopal, na qual cabem 300 pessoas. Decidiu continuar vivendo na simplicidade da casa Santa Marta, onde se hospedam os cardeais. Esse gesto contrasta com a mobilização de deputados e senadores que aumentaram o auxílio-moradia de R$ 3 mil mensais, suficientemente para alugar um bom apartamento de três dormitórios. E com a pretensão do Ministério Público do RS, que encaminhou à Assembleia um projeto prevendo auxílio-moradia para promotores e procuradores.
Não faltará quem diga que o Papa está fazendo demagogia, mas até aqui, todos os seus atos indicam o contrário: Francisco é coerente com o discurso. Na quinta-feira Santa, curvou-se para lavar e beijar os pés de presos em uma cadeia italiana com a mesma naturalidade com que beijou o rosto da presidente Cristina Kirchner, sua adversária no campo das ideias e das práticas.
Francisco, que nas redes sociais foi acusado de cumplicidade com a ditadura Argentina, calou seus críticos ao receber o aval de um dos maiores defensores dos direitos humanos, o prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel. Os detratores renderem-se à falta de provas contra o Pontífica.
Neste ano tão conturbado e dilacerado pela fome e miséria, tão injustiçado pela prepotência de alguns, pelo descaso à educação e saúde, devemos pensar um pouco diferente para amenizar estes graves problemas.
É tempo de perdão e reconciliação. A ressureição não se constitui apenas num evento histórico do qual nos lembramos com alegria, mas também e sobre tudo é o maior acontecimento cristão. Se Cristo não tivesse ressuscitado, não seria Deus. Toda liturgia da semana santa chama o mundo para seguir os passos de Jesus, num caminho de entrega até a morte e de vitória da vida.

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